Direto da Fonte

Exagerados?

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2011 | 00h00

A Defensoria está às voltas com fianças abusivas praticadas especialmente depois das mudanças no Código Penal.

Recentemente, um jovem sem passagem pela polícia foi flagrado com moto roubada. O delegado de plantão no 72º DP definiu um salário mínimo para sua soltura. Depois de pedido de liberdade provisória solicitado pelos defensores Gislaine Calixto, Geraldo Sanches e Fernanda Hueso, o juiz reviu a fiança. E estabeleceu R$ 6 mil.

Tipo exportação

Em estratégia de marketing inusitada, Paulo Kakinoff lançou, anteontem, em restaurante de Tel-Aviv, o Audi A-6. Além de empresários israelenses e brasileiros, a festa contou com a presença do ex-premiê Ehud Olmert.

Na próxima segunda-feira, o presidente da Audi do Brasil apresentará este modelo de comunicação na matriz da montadora, na Alemanha.

Por aqui, o automóvel custará cerca de R$ 290 mil.

Na mosca

Conforme antecipado nesta coluna em 30 de agosto, Neymar fechou com o Barcelona para 2013.

Na mosca 2

Mano Menezes é um dos mais entusiasmados com a contratação de Neymar pelos catalães.

Imagina que a experiência internacional poderá transformar o craque no líder que a seleção ainda não tem.

Pianíssimo

Arnaldo Cohen não levou boas lembranças de São Paulo. Domingo, em Congonhas, no portão 34 da Gol (exclusivo a passageiros Smiles), o pianista fazia check-in para embarcar rumo a Belo Horizonte, quando percebeu que sua bolsa de mão havia sido furtada. Conteúdo? HD com vídeos e áudios de seus concertos, óculos, partituras... Parece que nenhuma câmera da Infraero flagrou o ladrão.

Low profile

A discreta saída de Marcos Paulo, anteontem, do Hospital São José, em São Paulo, revelou novo padrão da Globo para situações semelhantes. A emissora não quer mais que os tratamentos de saúde de seus astros se transformem em reality show.

Tornando-se jovem

Shimon Peres, aos 88 anos, não está preocupado em resolver o passado. E, sim, em decifrar o futuro. Para o presidente israelense, de Adam Smith a Karl Marx, economistas tentam organizar o passado. Mas são incapazes de focar o futuro. Antes, a economia era baseada nas terras. Depois, se apoiou na ciência. Agora, ela não tem mais referência na ciência, mas... em países.

Foi este o início de sua resposta, ontem, sobre as expectativas em relação à crise e às incertezas no mundo. "Lidamos com o desconhecido", ressaltou Peres, pouco depois de entrar na sala do hotel Intercontinental, em Tel-Aviv, e se sentar ao lado da embaixadora brasileira Maria Elisa Berenguer. Explicou: "Os EUA entraram em crise porque conseguiram mais dinheiro do que ideias".

Ao Brasil, recomendou olhar para a frente, investir em educação e se tornar mais globalizado. Lembrou que educação não é despesa, mas investimento. E citou a China como bom exemplo. Sobre Lula, ressaltou que "foi revolucionário ao assumir o poder, eleito pelo povo". Mas que isso não se sustenta por si só.

Convidado para conversar por quase uma hora com grupo formado por João Doria Jr. e Paulo Kakinoff, o presidente deu aula de sabedoria aos participantes do 2º Audi Business Trip, composto de 20 empresários brasileiros. E se o Prêmio Nobel da Paz de 1994 não tocou no assunto guerra ou na votação, dia 20 na ONU, sobre o reconhecimento do Estado palestino, foi claro ao apontar não existir outra saída para o homem a não ser dentro de si mesmo. O que depende de fora já estaria dado.

O homem descobriu sua própria imagem ao inventar o espelho. Hoje, começamos a enxergar nosso ser interior, nossa imagem enquanto ser capaz de solucionar questões políticas fundamentais por meio da consciência individual. O coletivo estaria dentro de nós e temos de usar "novos espelhos" para enxergá-lo.

Misturando nanotecnologia e biociência, Peres indicou que não pensa mais no Estado como resultado da associação de indivíduos. E, sim, como condição de existência de cada ser humano. O vínculo entre Estado e indivíduo, para o intelectual, tem hoje caráter de interioridade. Algo como o ser público que existe dentro do privado.

Mesmo porque, segundo o presidente - que fez questão de esclarecer não ser economista -, até a cibernética, atualmente, tem o poder de paralisar uma nação. "Não há proteção contra isso." Só este fato muda totalmente a maneira de se lidar com a realidade. "Melhorar o ser humano em si é a única alternativa."

Na frente

A Beauty Fair, para profissionais e empresários da indústria da beleza, abre sábado. No Expo Center Norte.

Com o número de idosos crescendo, Maria do Rosário decidiu. Sua secretaria dos Direitos Humanos monta conferência em novembro para discutir políticas voltadas à terceira idade.

Angela Maria e Agnaldo Timóteo estreiam amanhã temporada de shows. No

Bar Brahma do Centro.

Li Camargo e Mariana Penteado lançam o site de e-commerce The Boutique. Hoje, no Baretto.

Prevenido, Maurício de Sousa leva sempre um bloquinho da Turma da Mônica a tiracolo. Dia desses, abordado por fãs em um restaurante japonês, sacou os personagens do bolso e distribuiu vários autógrafos.

Sem arrependimentos

Paulo Maluf comemorou 80 anos de vitórias e reveses - além de dezenas de processos na Justiça - em grande estilo, sábado, na Sala São Paulo. Alugada por R$ 50 mil. Entre rodadas de champanhe francês e travessas de salmão com coalhada seca e ovas, uma longa fila de políticos dos mais variados partidos se formou para cumprimentar a estrela da noite. Ao lado da mulher, Sylvia, Maluf abraçou um a um ante expressões de "oh, meu querido", naquela pronúncia que lhe é peculiar.

Quando Michel Temer e, depois, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin chegaram, uma explosão de flashes. Aí se pendurou em um, fez pose, enganchou o braço no outro. Tudo temperado por conversas em baixo volume.

O deputado, de gravata vermelha ("porque dá sorte"), tem assunto com tucanos e petistas. Afinal, integra o governo paulista desde que indicou o presidente da CDHU. Ao mesmo tempo, seu partido, o PP, compõe a base do governo de Dilma. Também foram à festa os secretários de Estado Sidney Beraldo, Julio Semeghini e Andrea Matarazzo (PSDB), o deputado Campos Machado (PTB), assim como os deputados Aldo Rebelo (PC do B) e Damião Feliciano (PDT). Estes dois últimos estão na corrida para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União e aproveitaram para pedir apoio.

Questionado, o comunista Rebelo afirmou ter aceitado o convite por "um gesto de delicadeza".

Antes de o ex-governador se acomodar em seu camarote no mezanino, com Alckmin e dona Lu a tiracolo, a coluna perguntou a Maluf se ele se arrependia de algo na carreira. A frase veio imediata, como sempre: "De nada, só do que não fiz". Lá do alto era possível ver diversas cadeiras vazias, evidência de que muitos convidados pularam o momento mais elevado da noite, a performance de Arnaldo Cohen com a Orquestra Sinfônica de São Paulo - que interpretaram Chopin, Bizet, Villa-Lobos e Rachmaninov. PAULA BONELLI

Colaboração

Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br

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