Direto da Fonte

Um por todos

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

Está programado. Dilma anuncia a unificação de programas federais e estaduais, de combate à miséria, em um só cartão.

O fará em São Paulo, quinta-feira, ao assinar o Brasil Sem Miséria, pacto sudeste, com Alckmin, Sérgio Cabral e Renato Casagrande.

A presidente almoça, depois, no Bandeirantes.

Sampa

No mesmo evento, Alckmin pretende revelar programa conjunto de complemento de renda, que pode chegar a R$ 70.

Para tanto, seu secretário Rodrigo Garcia estava ontem em Brasília... costurando.

Mico-leão

O Ibama de São Paulo vive problemas internos com servidores terceirizados. Parte dos contratados pela Esuta, empresa de Fortaleza, está há oito meses recebendo salários com atraso. Benefícios como vale-transporte e depósito de FGTS também têm sido pagos fora do prazo.

Mico-leão 2

O Ibama informa: abriu processo administrativo para apurar o caso.

Tipo exportação

Cléo Pires e Bruno Mazzeo viajam para Miami no fim do mês. Vão apresentar Qualquer Gato Vira-Lata e Cilada.com no Brazilian Film Festival.

Se a moda pega...

Parceira dos "quatro grandes" do Rio, a Brahma criou um novo modelo de negócio. Está bancando, sem intermediários, os projetos de infraestrutura de Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco.

Nem um só centavo passa pelos cofres dos clubes.

Passando o chapéu

O baile de gala da BrazilFoundation, dia 19 de setembro, em Nova York, está sold out. Montado para acontecer na Biblioteca Pública, tem como missão arrecadar recursos nos EUA para projetos sociais no Brasil. Serão quatro, os homenageados: Bernardo Paz, do Instituto Inhotim, Luciano Huck, do Instituto Criar, Renata Nascimento, da Comunitas, e Carlos Saldanha, diretor do longa Rio.

Andrea Dellal, chairman do evento deste ano, está na Big Apple cuidando dos preparativos da festa. Ao lado de Nizan Guanaes, co-chairman.

Casa nova

Solange Vieira fugiu do caos aéreo para entrar na crise econômica. A ex-Anac está no Itaú-BBA.

Mãos dadas

Jorge Gerdau, do Movimento Brasil Competitivo, assina hoje memorando com o BID.

Intuito? Promover fortalecimento da gestão no setor público.

Pêndulo

Pelo que se apurou, aliás, Gerdau está mais perto de colocar seu pé dentro da Usiminas.

E Benjamin Steinbruch, que também deseja comprar uma fatia da empresa, mais longe.

Ouvido engajado

O movimento Viva Vitão, organizado por amigos de Vitor Gurman, chegou aos palcos. Depois de apoio de times de futebol, ganhou o do grupo Monobloco.

No show de sábado, integrantes da bateria vestiam camisetas com o slogan "Não espere perder um amigo para mudar de atitude".

Upgrade

Thomas Kelly, cônsul americano, deixa São Paulo. Assume, em Washington, o posto de secretário adjunto para assuntos políticos militares. "Se tiver sorte, meu trabalho me trará de volta", destaca Kelly que, na condição de californiano, se sente em casa por aqui. "Os brasileiros são calorosos, pessoas acolhedoras e abertas. E muito otimistas. Todo mundo com quem converso acredita que seus filhos terão uma vida melhor que seus pais."

Lembra que a Amcham em SP é a maior câmara de comércio americana fora dos Estados Unidos e que nada menos que 350 empresas da Fortune 500 têm operações no Brasil. Além disso, o consulado paulista emite mais vistos do que qualquer outro no mundo. Substituto? Só no ano que vem. Kelly sai dia 27.

O que o senhor deixa para seu sucessor?

O distrito coberto pelo consulado abrange cinco estados, com 72 milhões de habitantes. Meu sucessor continuará o trabalho de construir pontes de entendimento e melhorar ainda mais o processo de vistos, ajudar a aumentar o interesse e o número de pessoas que desejam estudar nos EUA e vice-versa.

Qual o volume de vistos emitidos pelo consulado?

Em 2010, foram cerca de 320 mil somente em São Paulo. Mais do que qualquer outro posto diplomático dos EUA no mundo. E este ano promete: até julho, foram 228.514 vistos. Aumento de 32%. Estamos atendendo 2.300 solicitações por dia. Até o fim do ano imagino quase 500 mil.

Entre a chegada e a partida, que transformações percebeu? Assistimos à eleição histórica da primeira mulher presidente do Brasil e recebemos, além de vários funcionários do alto escalão, o presidente Obama no início da crise na Líbia. Ele não cancelou sua visita pela importância do Brasil. E é significativo o presidente ter escolhido vir para cá antes de a presidente visitar os EUA.

O que os Estados Unidos esperam do Brasil?

Consideram o País como um ator global, não apenas emergente, mas que já emergiu. Nosso relacionamento tem dimensão bilateral, mas o aspecto mais importante diz respeito à forma como trabalhamos em conjunto para resolver problemas do mundo. Vocês são, talvez, o primeiro país de dimensões continentais a se inserir no contexto global apenas com o uso do soft power - ideais, valores e diálogo.

A presença das empresas americanas está aumentando?

Definitivamente. A sensação é que converso, a cada semana, com um novo CEO americano interessado em investir aqui. Empresas de pequeno e médio porte, inclusive.

Colaboração

Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br

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