Direto da fonte

Exílio

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2011 | 00h00

Larissa Maria Sacco, mulher de Roger Abdelmassih, foragido da Justiça há quatro meses, acaba de pedir exoneração do cargo de procuradora da República. A Corregedoria abriu um processo administrativo contra ela em março.

Entre as acusações, está o fato dela ser sócia majoritária de uma empresa, o que é proibido pela Lei Orgânica do Ministério Público.

Exílio 2

Sumida desde que o marido fugiu, Larissa tentou sem sucesso renovar sua licença não remunerada. Faltas sucessivas também motivaram a ação disciplinar contra ela.

Ensino superior

Ponto para o catolicismo no Brasil. A Canção Nova, empresa de comunicação mantida pela Fundação João Paulo II, conseguiu ontem autorização do MEC para criar faculdade. Será instalada no Vale do Paraíba e terá quatro cursos. Todos com disciplina de valores cristãos.

Bocão

Segundo a Receita Federal, faltando 27 horas de funcionamento ativo do Receitanet, havia ainda 4 milhões de declarações de renda a receber até meia-noite de ontem. Se receber todas, o Leão engolirá 162 mil declarações por hora, 2.690 por minuto ou 45 a cada segundo. É o leão-bala.

Refazenda

Gilberto Gil dá uma de entrevistador. É fio condutor do documentário Connecting South, de Pierre Yves, sobre povos que vivem em regiões isoladas do Hemisfério Sul. O ex-ministro está atualmente entre aborígenes australianos. Depois parte para a África e, na sequência, se mistura a índios que vivem a duas horas de avião de Manaus.

Virada Sustentável

Com intenção de chamar atenção para a poluição, Guto Lacaz disse sim à Virada Sustentável, dias 4 e 5 de junho. Instalará uma piscina... em pleno leito do rio Pinheiros. Com água do próprio rio, devidamente tratada.

Entre as "viradas" em SP, será a primeira concretizada com recursos da iniciativa privada.

Zás-trás

O mandado de prisão contra Nelson Tanure, expedido pela juíza Adriana Zanetti e revelado na coluna anteontem, foi revogado em menos de 24 horas. Pela mesma juíza.

Fairy Tale

De Paris, Costanza Pascolato aprovou o estilo de Kate: "Sofisticada, combinando com a abadia onde casou. Não prendeu completamente o cabelo porque não gosta, mas os protocolos foram mantidos impecavelmente". E acrescentou: "Aqui, os franceses vibraram pela escolha da tiara Cartier".

Frase de Pierre Cardin, sobre o vestido: "Muito espanhol! Muito comum!". O que criaria para Kate? "Algo mais ousado, que não seria aceito pela corte".

Já Paola de Orleans de Bragança, "princesa" brasileira, não deu tanta bola para a cerimônia: "Só acho muito interessante a ideia de renovação da realeza inglesa". Designer, Paola não vê Kate como ícone de moda como foi Diana. "Mas estará rodeada por tantos stylists que se tornará referência em breve".

Ana Carvalho Pinto, especialista em cerimoniais, reparou. A agora duquesa Catherine entrou na Abadia de Westminster, ontem, do lado direto de seu pai e saiu à esquerda de William. Motivo? Na era medieval, o noivo precisava ficar com o braço direito livre para empunhar sua espada e assim, proteger sua mulher.

Pensata: revolucionários da História, responsáveis por quedas de monarquias, devem ter se revirado na tumba ontem. Afinal, o mundo parou para reverenciar a monarquia inglesa.

A internet e a diplomacia

Qual a relação entre pessoas pobres e a liberdade na internet? "Ela é ferramenta educativa e econômica, pois alcança a todos". Com esta frase, Alec Ross (para quem Hillary Clinton criou cargo especial em sua gestão na secretaria de Estado do governo Obama), explica sua real missão pelo mundo.

O assessor de Hillary aterrissou essa semana. Em conversa com a coluna, quinta, no consulado americano em Sampa, revelou ter vindo preparar visita de Obama no segundo semestre. E entre os encontros que teve em Brasília, acertou com Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, trocas na área tecnológica.

Ross, de 39 anos, é o criador da One Economy. Trata-se de uma ONG que em oito anos se tornou a maior do mundo na área digital, dando conta de informações sobre educação, empregos, saúde e tudo mais do que precisa a população, especialmente a de baixa renda.

Foi na ONG que Obama pescou o outrora professor de um bairro pobre em Baltimore, devastado pelo crack. E o escolheu para tocar o sistema de internet na sua campanha presidencial. Ele foi tão bem, que em 2009 ganhou a missão de usar a tecnologia na diplomacia externa dos EUA.

E como está fazendo isto? Seu mote é a transparência. Como exemplo, cita o Programa de Liberdade de Expressão na rede, criado por ele e já usado e experimentado na crise do Oriente Médio. Ante o bloqueio do uso de mídias sociais, como aconteceu na Tunísia, os EUA entraram oferecendo tecnologia alternativa, permitindo que a população voltasse a acessá-las. "Foi possível pois desenvolvemos programas tecnológicos para o desbloqueio indireto", explica Ross. No caso dos tunisianos, esta ação liderou o destino político do país.

Isto não significa uma interferência direta em Estados soberanos? "Não, olhamos os direitos universais da população mundial". E o WikiLeaks, também eles podem ter esta liberdade? "Os EUA não interferiram e não o farão. O sistema está sendo julgado pela Justiça".

Qual será o destino do mundo frente a aceleração das comunicações digitais? "Não podemos prever. Só tenho certeza de que o processo, incluindo transparência, é irreversível". Tanto assim, alerta Ross, que se alguém mente no Twitter hoje, ele é desmentido rapidamente.

No ver do americano, não há como fugir da forte evolução das mídias sociais e suas consequências. "É como negar a gravidade. Podemos pode até tentar mas ela estará lá, obrigando você a colar o pé no chão."

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