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Direto da fonte

Não venda

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2011 | 00h00

Quem acompanhou de perto a entrada de João Alves de Queiroz Filho ou Júnior, da Hypermarcas, como sócio da TV Alphaville, de Silvio Santos e Guilherme Stoliar, desconfia: o empresário estaria também interessado em ter participação acionária na Jequiti Cosméticos.

Procurado pela coluna, Lázaro Carmo Jr, da Jequiti, nega ter recebido qualquer proposta. E frisa que a ordem de SS é não vender a empresa.

Segura peão

Rogério Ceni manteve a discrição depois do jogo contra o Corinthians, anteontem. Chamou amigos e a família para comemorar seu centésimo gol em um restaurante japonês. Tudo para se concentrar para o jogo contra o Santa Cruz, quarta, no Recife.

Deus ajuda...

Antonio Patriota se reuniu sábado com Evo Morales no Palácio Quemado, em La Paz. O horário marcado, 9 horas, foi interpretado como deferência.

Morales gosta de receber visitas às... 5 da manhã.

SOS Japão

Jun Sakamoto e Shin Koike, do Aizomê, vão juntar os hashis em prol das vítimas do tsunami que varreu parte do Japão.

Serão anfitriões do chef japonês Toshio Tanahashi em dois jantares beneficentes. Preços? R$ 1 mil por cabeça. Dias 1º e 2 no restaurante do Jun.

Tempo

Ritual da família Ohtake foi quebrado domingo. A família não se reuniu em torno da matriarca, Tomie, em sua casa no Campo Belo, como faz há décadas. Internada por causa de uma pneumonia, ela ganhou piquenique de sashimis dos filhos, Ruy e Ricardo, no Sírio-Libanês.

Espera-se que ela receba alta médica durante o dia de hoje.

Vapt vupt

Foi uma curta interrupção na preparação de novo vernissage. O instituto que leva seu nome abrigará, a partir do dia 12, 30 obras produzidas entre 1959 e 1961, algumas resgatadas ao redor do mundo.

Batizada de Pinturas Cegas, a série leva esse nome por ter sido concebida por ela com olhos vendados.

Cardozo é homenageado

Congresso Brasileiro de Direito Comercial encerrado sexta, José Eduardo Cardozo foi centro de jantar na casa de Fábio Ulhoa Coelho. Chegou às 22h15 e não negou atenção aos presidentes de tribunais, conselheiros do Cade e juristas presentes, enquanto devorava minissanduíches de carne seca intercalados com goles de vinho francês. "Vou fazer uma endoscopia. Preciso comer bastante porque entro em jejum depois da meia-noite", justificou. O ministro da Justiça está fazendo um check-up. "Detectada, até agora, só a pressão alta. Normal, sou hipertenso".

O exame deve ter corrido bem. Sábado, o ministro foi visto no Rodeio, almoçando "pesado" com o médico Roberto Kalil.

Sob sua gestão, o que mudou no Ministério da Justiça em relação ao governo Lula?

A linha é a mesma, o que pode haver é mudança de estilo. As prioridades são segurança pública, combate à violência, ao crime organizado e ao uso de drogas. E tenho, por orientação da Presidência, uma preocupação muito grande com a gestão. Temos que utilizar muito bem o dinheiro público, multiplicando por dez cada centavo que recebemos.

E na PF, muda algo?

Não. Continuamos a aprofundar o foco no crime organizado. Fazendo o trabalho sem espetacularização de situações, sem holofotes, dentro da estrita legalidade, que é o seu papel.

No mandato de Tarso Genro houve um primeiro momento da PF muito politizada, grandes operações e depois uma segunda etapa mais discreta. Como o senhor avalia a gestão anterior?

O governo Lula deu uma dimensão republicana para a atuação da PF. Mas antes passou por estágios e níveis de aprendizado. Houve um momento de espetacularização sim, mas os ministros tomaram ciência de que isso não era correto, cabível. Sem shows, a PF é mais eficiente.

Há quem afirme que a PF parece inativa neste início de governo. O senhor concorda?

Não. Temos feito operações pesadíssimas, entre elas uma no Rio com a prisão de dezenas de policiais que participavam do crime organizado. Em Goiás, prendemos policiais pertencentes a grupos de extermínio. E na última quinta-feira, realizamos uma operação com a prisão de vários policiais rodoviários federais que também participavam de esquema de propina.

Em Manaus, policiais atiraram à queima-roupa em um rapaz de 14 anos. Em SP, relatório da Polícia Civil aponta envolvimento da PM também em grupos de extermínio, que teriam cometido 150 assassinatos. O que o Ministério pode fazer sobre isso?

O Ministério da Justiça não tem papel corregedor sobre as policias estaduais. Só sobre as suas forças policiais, às quais tem que cobrar rigorosamente para não haver abuso de poder. Ajudamos os Estados, quando solicitados. E também oferecemos a eles alternativas de formação, cursos e treinamentos.

Como relator do projeto de lei da Ficha Limpa, como vê a efetivação dela somente para as próximas eleições?

Defendi a aplicação para as últimas eleições. Não deu. O STF votou e tem que ser respeitado e acatado. Cabe à Suprema Corte definir a matéria.

Foi por uma questão de coerência que o Brasil votou na ONU a favor de se investigar os crimes contra os direitos humanos no Irã para, assim, avançarmos internamente no tema?

Foi um sinal de que a questão é importante, sim, para o governo. E que sua violação deve ser objeto de um tratamento rigoroso em todas as nossas frentes de ação, sejam elas internas ou externas, seguindo premissas da nossa presidente, seu entendimento do que é correto e justo.

E São Paulo? O senhor será candidato a prefeito?

Olha, não tenho a menor intenção. Estou no Ministério da Justiça. Fico lá enquanto a presidente quiser e estou gostando do meu trabalho.

/PAULA BONELLI

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