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Negócios à parte

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2011 | 00h00

Kassab pegou no fígado e exonerou anteontem 11 assessores políticos nomeados diretamente pelo seu ex-secretário Rodrigo Garcia durante sua gestão na pasta do Planejamento municipal.

Não teria gostado de ver seu antigo aliado e amigo bater o pé e permanecer no DEM. Menos ainda da sua aproximação com o Palácio dos Bandeirantes.

O PSDB aprovou tanto o gesto de Garcia que há quem queira colocá-lo na pasta de Desenvolvimento. No lugar de Afif.

A grande família

Um dos temores do grupo de Marina Silva é que José Luiz Penna coloque o PV na órbita da nova legenda de Kassab.

Motivos para desconfiança não faltam: a relação dos dois é pra lá de próxima. Kassab é, inclusive, padrinho de casamento do presidente do PV.

Belo Monte

Não teve jeito de arrancar de Arnold Schwarzenegger opinião sobre Belo Monte. "Não seria sábio fazer declarações, não sou especialista em hidrelétricas no Brasil", se esquivou o ex- governador da Califórnia no debate sobre o projeto no Fórum Mundial de Sustentabilidade. O evento começou nesta semana e termina amanhã, em Manaus.

Belo Monte 2

James Cameron, por sua vez, não se inibiu. Lembrou ter feito apelo a Lula, ano passado, para que o projeto não fosse levado adiante. "Fui um gringo arrogante tentando influenciar um debate brasileiro", declarou.

Desde então, disse que conversou com gente afetada pelo projeto e com especialistas. "Hoje o que sinto é que temos que ser inclusivos. Toda a comunidade mundial deve estar envolvida quando o tema é meio ambiente", concluiu.

Termômetro

Débora Bloch está rezando para não adoecer durante as gravações de Cordel Encantado, próxima novela das seis da Globo.

Depois de rodar cenas no Vale do Loire, na França, sob frio de 3 graus negativos, foi imediatamente enviada a Canindé do São Francisco, no sertão de Sergipe, onde fez... 40 graus. Detalhe: com o mesmo figurino de época nas duas locações.

Quem vem

Roberto Benigni deve vir ao Brasil em 2012. Está no elenco de O Paraíso de Dante Alighieri, do Movimento Itália-Brasil.

Boa causa

O projeto Turma do Bem, de Fábio Bibancos, começa a virar item de exportação. Depois de Portugal, é a vez de Angola se interessar pela iniciativa de levar dentistas à população carente. O vice-governador da província de Luanda-Norte, Porfírio Muacassange, pediu para estruturar o projeto na capital.

A saber: enquanto o Brasil tem 22 mil dentistas, a Angola possui apenas... 22, segundo Bibancos.

Boa causa 2

Giorgio Armani, em parceria com a Cruz Verde, tentará promover o acesso à água potável nas regiões que sofrem dessa escassez. Cada frasco vendido dos perfumes Acqua di Gio e Acqua di Gioia será "revertido"em doação de 100 litros de água potável por ano.

Campo das letras

Raí ataca de escritor infantojuvenil. O ex-jogador lança Turma do Infinito em maio, pela Cosac Naify. "A inspiração foi uma redação da minha neta Naira", afirma. "E já estou até com outras ideias".

Na frente

Eliane Gamal, Tuca Reinés e Chiara Gadalleta dão rasante no Vila Naiá Hotel, em Corumbau, na Bahia, neste fim de semana. O hotel acabou de receber prêmio como o melhor da América do Sul pelo Guia Condé Nast Johansens.

Fúlvio Stefanini terá sua biografia lançada, segunda, na Cinemateca Brasileira. Escrita por Nilu Lebert.

Quem passar hoje pela Marginal Pinheiros, notará algo diferente no edifício espelhado do Santander. O banco aderiu ao movimento Hora do Planeta e apagará suas luzes.

Abre hoje no Museu Lasar Segall mostras de Andreas Feininger e Lygia Reinach.

Acontece hoje o lançamento do livro Gerty Saruê, na Livraria da Vila da Lorena.

Cláudia Jaguaribe palestra hoje, no auditório da OCA.

O mundo pós-Japão e o futuro do Oriente Médio

Para tentar captar tendências da situação econômica no mundo, a coluna deu um giro pela Europa. "A maior incógnita é mesmo o Japão. Sinceramente, não sei qual será o impacto deste enorme desastre, mas a Ásia certamente sofrerá mais", analisa Pascal Lamy, da OMC.

Na Suíça, Philipp Hildebrand, dirigente do BC local, admite que a crise da dívida na Europa é ainda uma "ameaça real". E que a complacência é uma atitude errada. "Problemas em vários países continuam a colocar uma sombra de incertezas e de riscos na economia mundial".

Segundo ele, a situação de Portugal não é o único problema. A crise já prolongada no Oriente Médio promete manter os preços do petróleo em patamar elevado.

O BC inglês, por sua vez, alerta para os riscos à recuperação ante dos novos incidentes. "A incerteza nos mercados financeiros cresceu em resposta às tensões políticas em diversos países no Norte da África e Oriente Médio", afirmou o banco em nota.

No entanto, seu principal economista, Andrew Sentance, acredita que o mundo poderá superar os eventos no Oriente Médio e no Japão. Isso, graças ao crescimento dos países emergentes./JAMIL CHADE

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