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De quem entende

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2011 | 00h00

Ricardo Amaral não tem dúvidas: quem vence hoje o Carnaval do Rio é a Unidos da Tijuca. Para ele, Paulo Barros criou um novo paradigma visual e técnico nos desfiles. "O primeiro a fazer isso foi Fernando Pamplona. Ele era coreógrafo do Teatro Municipal, arriscou e deu show", lembra o new-old e competente homem da noite. Depois, veio a segunda transformação, Joãosinho Trinta, reconhecido nacionalmente.

"Agora ele lidera a terceira onda", analisa o responsável pela volta do baile da cidade do Rio e também por reviver a própria Feijoada do Amaral. Ao lado de dois parceiros da nova geração, Alexandre Accioly e Luiz Calainho.

Barros não tem tradição no setor: antes de ser carnavalesco, foi chefe de cabine de bordo da Varig.

De quem entende 2

Bruno Barreto faz a mesma aposta que Amaral: Paulo Barros e Unidos da Tijuca na cabeça. "Cada ala que passa é uma surpresa. Não há um só minuto de monotonia na avenida", avalia.

Aposta de folião

Zeca Camargo só perdeu o desfile da Mangueira e, com o panorama que possui, aposta... na Tijuca. "Tenho certeza que Paulo vai levar", afirma. Para ele, o carnavalesco mudou o patamar do carnaval. "Agora há dois níveis: Tijuca e, logo abaixo, as outras escolas".

Aposta 2

Danielle Winits, mesmo grávida de sete meses, deu rasante pelos camarotes e adivinha em que ela aposta? Tijuca também. "A escola é super vanguardista. Criatividade é a palavra", acredita.

Aposta 3

Helena Ranaldi gostou mais da Portela, mas como a escola não foi julgada por causa do incêndio que destruiu seu barracão, trocou de voto: Tijuca.

Aposta 4

Aécio Neves, "mangueirense de coração", assume que neste ano é "comissão de frente" de outra escola: Beija-Flor. "Só por causa do Rei", pondera.

Aposta 5

Monique Evans não se rendeu ao ilusionismo da Tijuca. "Vai dar Mocidade Independente", torce ela, que desfilou pela escola.

O Rei, o cão e as devassas

Aécio Neves foi surpreendido com convite de última hora anteontem. Quando foi à concentração da Beija-Flor desejar sorte a Roberto Carlos, tema do enredo, foi intimado a desfilar. Disse não, mas prometeu ficar aplaudindo do camarote da Devassa. O que fez. "Pouca gente me emociona. O Rei é uma delas. Já beijei muuuuito às suas custas. Devo muito a ele", ri.

José Mariano Beltrame estava no camarote concorrente, o da Brahma. O secretário de Segurança Pública do Rio foi com a mulher, que passou a noite puxando-lhe o braço para evitar que ele se enroscasse em conversas. Numa brecha, comentou sobre paz na cidade: "Agora está tudo bem, graças a Deus. Até agora não tivemos problemas".

Lea T., estrela da noite na Brahma, chegou direto do desfile da Givenchy, em Paris, acompanhada de dez seguranças e... um cachorro, transexual como ela. Sim, seu cão acabou de fazer mudança de sexo.

A Sandy disse que todo mundo tem um "lado devassa". E qual é o do Xororó, pai da cantora? Com as bochechas coradas, responde: "Esse lado fica guardado só para quem a gente ama".

E por falar em devassidão, meninas nos blocos carregavam placas onde se lia: "Se a Sandy é devassa, imagina nós?".

/DÉBORA BERGAMASCO E MARILIA NEUSTEIN

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