Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Direto da fonte

"O que tem na água deste País?"

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2011 | 00h00

Jude Law foi a maior aposta do camarote da Brahma deste ano. O ator inglês, escalado para o próximo filme de Fernando Meirelles, 360, cruzou o Atlântico para passar apenas uma noite no Brasil e, na bagagem, trouxe cinco amigos. Surgiu, sorriu, beijou a boca de Hebe e falou à coluna.

O que você acha das garotas brasileiras?

O que é isso? Vocês querem me meter em confusão?

Não, agora você está solteiro, então, pode falar tudo.

(Risos) Eu estava discutindo exatamente isso com meus amigos. O que tem na água deste País? São as mulheres mais lindas do mundo.

Como conheceu o diretor Fernando Meirelles?

Foi em uma festa na embaixada brasileira em Londres. Apesar de não conhecer muito bem o cinema brasileiro, achei maravilhosos os filmes que eu vi. O último foi com Alice Braga, minha amiga, mas não me lembro o nome (refere-se a Cidade Baixa, de Sérgio Machado).

Você pediu para se encontrar com o jogador Ronaldo no camarim. Como foi?

Uau, fiquei sem palavras. Sou um grande fã de futebol. Mas ele ficou me perguntando como é a vida em Londres. Ele quer se mudar para lá.

E sobre a Inglaterra? Você está satisfeito com as mudanças no Parlamento e a atual situação política do seu país?

A Inglaterra está ganhando uma nova roupagem. O governo, desde que foi eleito, não está fazendo exatamente o que disse que faria. Então não diria que é a melhor época para se viver lá. Mas é minha casa, então sempre manterei uma imagem positiva, especialmente porque meus filhos estão crescendo em Londres. Agora, confesso, não é, definitivamente, o melhor dos tempos da Inglaterra, inclusive comentei isso com Ronaldo.

Por quê?

Principalmente por causa da economia. Este problema causa muita apatia ou agressividade nas ruas.

Um casamento na família real está se aproximando. O que você acha da realeza?

Eu gosto da associação da família com a História. Isso é realmente interessante. Mas o casamento real? Para mim significa apenas mais um feriado. /DÉBORA BERGAMASCO

Samba, suor e...vassouras

Enquanto celebridades ocupam cada vez mais espaço na Sapucaí para desfilar, assistir a evolução das escolas, tirar fotos e fazer contatos, muita gente da comunidade aproveita o carnaval para... trabalhar.

É o caso de Maria Auxiliadora - que, como todos os entrevistados aqui, preferiu não divulgar o sobrenome. A enfermeira mangueirense optou por assistir - em vez de desfilar - sua escola de coração na avenida. Motivo? Complementar a renda familiar fazendo bico como faxineira no camarote da Devassa. "Achei mais vantagem no momento. Depois eu volto. E sobre o carnaval em si, percebo que as pessoas, de um modo geral, estão mal educadas", avalia.

Denielle, que cuida da limpeza do camarote rival, o da Brahma, e é frequentadora dos ensaios do Salgueiro, contou à coluna que não se importava com "o tal ator de Hollywood" que acabara de passar cercado por seguranças e que quase a derrubou no chão. "Menina, bonito mesmo é aquele delegado de Os Mutantes (Juan Alba, da novela da Record). Passo mal com ele."

Aliás, entre os que trabalham no camarote, Jude Law causou bem menos frisson do que o unânime Ronaldo Fenômeno. Até o ator tietou o craque: pediu que o brasileiro fosse encontrá-lo no camarim. E os dois trocaram figurinhas sobre Londres, como se pode conferir acima.

Além de Jude, quem também estreou na Sapucaí foi seu Damião. Com a ajuda de uma cunhada, ele, que nos anos anteriores assistia a festa pela televisão, conseguiu vaga de garçom no camarote da Brahma. E dá um bom argumento para estar ali a trabalho: "Quando o carnaval terminar, vai estar todo mundo duro e eu cheio de dinheiro", gargalha, revelando que já tem planos de trocar a TV.

Dentre as funcionárias mais antigas está Flávia Cristina, da Devassa. Há dez anos trabalha em "controle" do camarote. O que é controle? "Manter a ordem". Sua opinião é a de que a folia está menos alegre: "Os foliões não brincam como antigamente", afirma. Para ela, "parecem soldadinhos de chumbo desfilando".

Barman há quatro anos, Rui também concorda: "Às vezes nem parece carnaval. Não toca marchinha nem nada". E os famosos? "Não sei se gostam tanto de samba".

Ao seu lado no camarote, Caetano Veloso, que sabe sambar, sim, preferiu levantar o filho Tom nos ombros para ovacionar Ronaldinho Gaúcho que também desmente Rui. Saiu em duas escolas: Portela e Mangueira.

/DÉBORA BERGAMASCO E MARÍLIA NEUSTEIN

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.