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"A alegria não pode ser suja"

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2011 | 00h00

Oncinhas Magic Ball foi o tema do tradicional baile do Copacabana Palace e, ao que parece, agradou: os mil ingressos - que iam de R$ 1,5 mil a R$ 3.750 - esgotaram-se. Marco Antonio de Biaggi foi um dos que fez a ponte aérea e se misturou às felinas. Apesar de o tema ser cilada para a breguice, achou a decoração "deslumbrante". E sentenciou: "Milionárias amam oncinha. "Periguetes" também. Dizem que uma pessoa que veste oncinha enfeita até quem está do lado". E lembra: Dolce & Gabbana e Galliano sabem trabalhar muito bem com o mote.

Da série "não estou para conversa" estava Vincent Cassel. O ator francês, que tem apartamento no Rio, chegou cedo e deixou claro que não tinha ou tem o objetivo de cair na folia neste carnaval: "Vim aqui a trabalho". O tirano treinador de Natalie Portman em Cisne Negro estava fazendo pesquisa para seu próximo filme, em que uma das cenas será rodada no baile. Jantou, posou para os fotógrafos e só. E Monica Bellucci, sua mulher? "Ficou em casa".

Sob o refrão "Sou seu onça leal/Você é minha onça inspiradora", Luiza Brunet, madrinha da noite, entrou no palco do salão nobre por volta de 1h30. A atriz e modelo, entusiasta da folia, disse à coluna que o carnaval está cada vez melhor: "A festa está resgatando os blocos de rua. Eu moro em Ipanema, onde passam muitos deles. Acho o máximo os brasileiros comemorando e se divertindo".

Na contramão de Luiza, a socialite franco-brasileira Bethy Lagardère acha que os blocos não deveriam circular na Zona Sul: "Esse tipo de manifestação tem que ser feita na Lapa. Não em Copacabana e Ipanema, que são cartões postais do Rio". Ela defende que "a cidade não pode ser um toillete a céu aberto". Para ela, os blocos não têm estrutura. "A alegria não pode ser suja. E você sabe, brasileiro não tem limite. Nem regras cívicas". Exemplo? Mesmo o cigarro sendo proibido em ambientes fechados no Rio, a varanda coberta do hotel estava cheia de fumantes.

/ DEBORA BERGAMASCO E MARILIA NEUSTEIN

"Ser uma estrela custa caro"

Roberta Close, 47 anos, foi ao baile do Copa sem o marido, Roland Granacher, com que está há 19. De onça dos pés à cabeça, falou à coluna.

Lea T. e a ex-BBB Ariadna são transexuais famosas. O assunto deixou de ser tabu?Infelizmente fui muito mal recebida na minha época. Até uma pessoa que mata a outra, como o assassino da filha da Glória Perez, fica poucos anos na cadeia e consegue a liberdade. Eu estive "presa" 18 anos, tentando tirar meus documentos. O que fizeram comigo foi tortura psicológica. Tenho dezenas de laudos médicos por causa disso. Sempre dificultaram minha vida. Hoje a lei mudou e os documentos saem em dias. É um avanço.

Que tipo de trabalho faz hoje?

Nada. Nunca me chamam para nenhum trabalho. Tentei trabalhar como atriz, mas é muito difícil porque temos muitas delas no País. E quando me chamavam era sempre para fazer algo misturando minha vida pessoal com a profissional. Daí não é legal, né? Mas a garota do BBB foi tirada do programa não por ser transexual, mas por causa do estilo dela. O brasileiro está acostumado com Rogéria e Roberta Close, ou seja, exige algo mais belo e sofisticado.

Posaria nua novamente?

Sim, mas por necessidade financeira, não por prazer. Porque, infelizmente, na vida a gente precisa sobreviver, tem gastos. Ser uma estrela custa caro, né? Para usar um vestido desses, uma maquiagem como esta, vai dinheiro.

Ganhou cachê para vir?

Vim por prazer, não ganhei nada. É carnaval, não quero ficar em casa. / DB

Alegria no Timor

Xanana Gusmão, primeiro-ministro do Timor Leste, deu rasante no camarote da Prefeitura de SP, na sexta, primeiro dia de desfiles no Anhembi. Chegou acompanhado de Alckmin, seguranças e uma pequena comitiva timorense.

Visivelmente deslumbrado com o que via na passarela, chegou a ficar com lágrimas nos olhos. "Só há três anos os timorenses sabem o que é felicidade", comentou enquanto via a Tom Maior evoluir. E situou: "Antes proibiam qualquer manifestação de alegria de nosso povo".

Alexandre Padilha, da Saúde, também apareceu por lá, mas saiu antes das 23h. Protógenes Queiroz, deputado federal, fez figuração até a hora de desfilar pela Vai-Vai. E se dizia animado com sua estreia em Brasília. Participará de quatro comissões, uma delas para fiscalizar o andamento das obras para a Copa e Olimpíadas. /JOÃO LUIZ VIEIRA

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