Direto da Fonte

Tropa de elite

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2010 | 00h00

Lula se despede do cargo de presidente podendo levar consigo quatro servidores para segurança e apoio pessoal, dois veículos oficiais com motorista, e mais dois servidores ocupantes de cargos em comissão. Quem assegura este apoio ao quase ex-presidente é um decreto de fevereiro de 2008 que revogou outro, de dezembro de 1994, promulgado por Itamar Franco.

O que dizia o anterior? Previa mais servidores. Autorizava outros quatro em cargos comissionados comissão e até seis na categoria "gratificação de representação". Itamar levou sua cota. FHC não: saiu levando quatro ajudantes de ordem.

Tropa 2

No Estado de São Paulo, o assunto é pouco transparente. "Isto é com a Casa Militar, é questão de segurança. Se números são divulgados, a família do ex-governador vira alvo fácil, pode ser colocada em perigo", informa Bruno Caetano, secretário de Comunicação do Estado.

De fato, entre as atribuições da Casa Militar cabe à "Ajudância de Ordens" a prestação de serviços de atendimento funcional e, complementarmente, de segurança ao Governador do Estado, à primeira-dama, ao vice-governador e ao ex-governador. Decreto de 2004. Cada um negocia o pacote necessário para sua família.

Tropa 3

Consta que Geraldo Alckmin, ao sair do governo, levou quatro servidores. Serra teria coletado mais de 16.

Outra ponta

O BC manteve os juros inalterados atendendo expectativas de mercado. No entanto, depois de quatro meses consecutivos em queda, a taxa de juros no varejo subiu em novembro, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, a Anefac. Com exceção da linha do cartão de crédito rotativo.

Resumo: sobrou para o BC da Dilma o próximo reajuste.

Calourada

Clássicos do Paulistão 2011 não serão apitados apenas por juízes tarimbados. A Federação Paulista de Futebol colocará no sorteio jovens árbitros qualificados para a série A1.

Aeromulta

Dois comitês paulistanos do PRTB, que ostentavam na fachada placas gigantes de Levy Fidelix, foram multados ontem em R$ 39 mil. Por não cumprirem a Lei Cidade Limpa.

Bolsa de apostas

Mais um nome para o Minc: Ana de Hollanda. A cantora, irmã de Chico Buarque, foi diretora do Centro de Música da Funarte entre 2003 e 2007. E militante comunista nos anos 80.

Hacker-pop

O Facebook abriga 40 páginas a favor do fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Entre elas, a que diz: "Se eu visse Assange, eu jamais diria à Interpol". Somente esta página tinha, ontem, registro de 2 mil fãs.

Luxo e riqueza

Burle Marx será um dos pontos de luz na exposição, inédita no Brasil, que relembrará os anos dourados da Casa Canadá.

A maison, que funcionou no centro do Rio, foi pioneira em desfiles de moda no País. Croquis e joias desenhados pelo paisagista estão entre as peças históricas resgatadas dos anos 40 até meados dos 60. A partir de 10 de janeiro, no Sesc Rio.

"Desisti dos números"

Rosita Missoni, a italiana fundadora da marca que carrega seu sobrenome há quase 60 anos, não esmorece: veio a São Paulo para comemorar, anteontem, um ano da inauguração de sua loja em São Paulo e fazer palestras. Ela falou com a coluna à beira da piscina da casa de Karla e Marcelo Felmanas, que a homenagearam com jantar. Sentou-se no chão e pediu uísque com gelo.

Qual é sua impressão sobre o mercado brasileiro?

Não costumo mais acompanhar o lado comercial da marca. Desisti dos números. Na minha idade, posso me dar o privilégio de trabalhar apenas com criação.

A senhora acaba de completar 80 anos. Como se sente?

Não esperava que pudesse chegar até aqui com tanta energia. Viajo sempre, não tenho problema com fuso horário e durmo muito bem. Minha curiosidade é a mesma da adolescência, quando tinha 16 ou 17 anos. Isto me ajuda a aproveitar velhos ou novos lugares.

Pensa em se aposentar?

Olha, no fim dos anos 90 eu bem que tentei ao promover minha filha Angela ao meu cargo. O alívio foi grande. Eu estava cansada e percebi que minha vida não correspondia mais às demandas modernas. Queria um tempo para curtir a minha casa, aproveitar para encarnar a "vovó". Tenho nove netos. Também não queria mais ir a homenagens, festas, velórios ou mesmo para a fábrica.

Mas a senhora voltou.

É que senti um vazio enorme. Decidi, então, cuidar da Missoni Home, que ia bem comercialmente, mas não era muito fashion. Eu, por exemplo, não usaria aqueles produtos na minha casa. Optei por levar meu olhar para a decoração.

Como a Missoni consegue sobreviver até hoje como uma empresa familiar ?

Também me surpreendo. Mas os negócios vão muito bem do jeito que estão. Não há motivo para mudar. Já estamos na terceira geração e Margherita, minha neta, cuida de acessórios e bolsas da empresa. Ela é talentosa, quis ser atriz. Agora só pensa em moda.

Como será a sucessão?

Não sabemos ainda. Há muita gente capaz na família...

DÉBORA BERGAMASCO

Na frente

Abre hoje a primeira loja da marca Emilio Pucci. No Shopping Cidade Jardim.

Celso Amorim será homenageado na Fiesp. Hoje.

Ligia Canongia autografa Anos 80: Embates de uma Geração. Terça, na Livraria da Vila da Lorena.

Medo: há chance do WikiLeaks virar ...WikiLocks?

Colaboração

Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br

Gilberto de Almeida gilberto.almeida@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br

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