Direto da Fonte

Questão de força

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2010 | 00h00

Ao analisar o mapa eleitoral nas cores azul e vermelho, determinando quem votou na coligação Dilma e quem optou pela de Serra, Alberto Goldman constata existir dois "Brasis": "A parte azul tem melhores níveis de informação e menor dependência econômica e política. Já a porção vermelha corresponde ao inverso".

O que significa? No ver do governador do Estado, que o processo eleitoral exprimiu uma coisa e que o processo político irá exprimir outra...

Futuro

Desafio do novo governo? Mangabeira Unger tem a resposta na ponta da língua. Não, não é a infraestrutura ou o inchaço da máquina do Estado.

"São as pessoas. Precisamos ampliar as oportunidades e a capacitação se quisermos crescer de maneira saudável", afirma o ex-ministro de Lula.

Supremo desejo

José Eduardo Cardozo pode ficar com a vaga que está aberta no STF. O time de Lula e Dilma acha difícil colocá-lo no Ministério da Justiça.

Bye, Bye, Brasil

Lula vai se despedir do cenário internacional com uma maratona de viagens.

Visitará pelo menos sete países nos seus últimos dois meses de Presidência.

Sem doação

Com a morte de Romeu Tuma, o coração artificial - o Berlin Heart, de R$ 300 mil - que lhe fora implantado não pode ser reaproveitado.

Desejo proibido

Eduardo Jorge, secretário do Verde, baixou novas normas para os usuários da Praça Buenos Aires, em Higienópolis. E exige que o regulamento seja distribuído a todos os servidores e frequentadores do espaço.

Estão proibidos atos políticos e religiosos, patim, skate ou bicicleta. Tampouco é permitido empinar... pipa.

Queda de braço

Moradores da Vila Madalena estão em pé de guerra com a subprefeitura da região. Tudo por causa das guaritas que os moradores colocam nas calçadas afim de garantir mais segurança nas ruas do bairro.

Mas a administração pública proíbe, alegando que as cabines prejudicam o trânsito de pedestres e o estacionamento dos carros.

Moviola

Emerson Fittipaldi também quer um filme para chamar de seu. Assinou com a Mixer contrato para produção de um longa de ficção baseado na sua história de vida. Estreia em 2012.

Catraca

Os cinemas voltaram a adotar linha dura com os adolescentes. Se o filme estiver fora da faixa etária, o menor só entra acompanhado por um responsável e com autorização assinada pelos pais.

Faz bem

Identificar-se com a causa é essencial para o sucesso do trabalho voluntário. Foi isso o que aconteceu quando Ana Feffer conheceu a ONG Acredite, que cuida de 380 crianças e adolescentes portadoras de doenças reumáticas. Ocupando atualmente a vice-presidência da entidade, ela fala sobre o projeto realizado em parceria com a Unifesp.

Por que a Acredite?

Eu já conhecia o trabalho do presidente, Dr. Claudio Len. E na minha primeira visita à ONG percebi que a atividade deles faz muita diferença para essas crianças. Também me chamou a atenção o empenho que eles têm em ser uma referência nacional na área de saúde.

Como a entidade é mantida?

Como muitas ONGs, vivemos de doações de pessoas jurídicas e físicas, arrecadações em eventos culturais e sociais, além de contribuições de empresas parceiras.

Você estão fazendo um trabalho de engajar até crianças e adolescentes. De que maneira?

Como atendemos crianças e adolescentes, tentamos incluir em nossas atividades pessoas da mesma faixa etária. E, olha, a resposta está sendo ótima. Há duas semanas, fiz uma palestra em um colégio de São Paulo e me surpreendi com a receptividade dos jovens.

O brasileiro tem consciência do coletivo?

Somos um povo solidário, sim, alegre e feliz. E com a ONG, queremos sinalizar oportunidades para os que desejam fazer o bem e não sabe como. Passar conhecimento a quem quiser se juntar ao grupo.

O que mais se pode fazer para a sociedade brasileira evoluir em relação a ajudas sociais?

Faltam programas estruturados que estimulem a adesão das pessoas. Falta também seriedade de gestão, conhecimento efetivo na aplicação de recursos, flexibilidade de horários e tarefas para que o voluntário exerça seu papel social. Fazemos isso na Acredite. Penso que estamos no caminho certo.

Na frente

Paloma e Fersen Lambranho convidam para lançamento e noite de autógrafos do livro Nordeste do Brasil - Terra, Mar e Gente, de Melquíades Pinto Paiva. Dia 16, na Livraria da Vila dos Jardins.

Clô Orozco, da Huis Clos, abre sua casa para jantar em torno da nova marca de água Premium FYS. Hoje.

Conrado Engel, do HSBC, comanda a Conferência do Ano da Biodiversidade, organizada pelo Instituto Humanitare. Com apoio da ONU. Dia 23, na Hebraica.

A Mini Parade, pilotada pela Caltabiano, desce a serra, sábado, com destino a Camburi.

Pergunta que não quer calar: onde estava João Moreira Salles que não filmou Dilma para um Entreatos 2?

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