Direto da fonte

Cofre cheio

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

No Dia Nacional do Combate à Sonegação, São Paulo fechou suas contas do mês de setembro. "Não podemos reclamar. Na comparação com o mesmo mês em 2009, crescemos 14,3%", informa Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda do Estado. No ano? A expectativa é de 12% de aumento.

A base de comparação, no entanto, não é boa: o ano de 2009 não foi uma Brastemp. "Mesmo assim, se comprarmos com 2008, devemos crescer 8%", destaca. Se neste mês a porcentagem bateu nos 14%, uma previsão menor para 2010 significa que a economia está enfraquecendo? Não, os brasileiros não vão pagar menos impostos. Não há desaceleração. É que a base de comparação está mudando para melhor, dando a impressão de que o País estaria em ritmo mais lento.

Futuro

Sérgio Freitas, o principal arrecadador da campanha de Serra, já tem nova função quando terminarem as eleições: publicar o livro que escreveu sobre seu avô Thomaz.

Futuro 2

Álvaro de Souza, responsável pelas finanças da campanha de Marina, está em Washington participando da reunião do conselho da WWF Internacional. No entanto, ainda não voltou para seu cargo na WWF Brasil. De onde saiu para ajudar na disputa da senadora do verde.

Futuro 3

O destino de José de Filippi Júnior, ex-prefeito de Diadema e tesoureiro da campanha de Dilma, ainda é incerto. O quase ex-deputado perdeu os direitos políticos por cinco anos, em maio, depois de condenação pelo Tribunal da Justiça.

Homenagem

No mesmo dia do resgate dos mineiros chilenos, nasceu um cavalinho no Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura, coisa rara na CCZ.

Batizado "Florêncio", nome do primeiro homem resgatado da mina, será doado.

Tapas e beijos

Antes de Dilma chegar para entrevista, terça, em Goiânia, um assessor seu resolveu guardar lugar de maneira nada sutil. Palocci, ao perceber a saia justa, reagiu: "Dilma é mais bonita do que isso".

A entrevista, aliás, terminou cedo. Um cinegrafista deu um tapão na nuca do repórter que atrapalhava sua visão. "Assim não dá, vamos encerrar", disparou a candidata.

O "faltante"

Aloizio Mercadante não compareceu aos dois primeiros debates do segundo turno na TV. Nega, no entanto, qualquer mal estar com Dilma ou correligionários. "Não tive condições físicas de ir ao da Bandeirantes porque eu estava completamente esgotado." E no da Rede TV? "Tive dor de dente fortíssima."

Integrante da campanha de Dilma em SP, o senador garante que o jejum está perto do fim: "Vou de qualquer jeito no da Record".

Futuro 4

Questionado sobre seu nome ser cotado para a Prefeitura em 2012, Mercadante desconversou: "Está longe". Por ora, não pretende sequer voltar a PUC-SP ou Unicamp, onde é professor licenciado.

Mundo redondo

Outro coordenador de Dilma, José Eduardo Cardozo, não perde o bom humor. "Se você quiser arrumar uma namorada, terá que emagrecer," ouviu de um militante "mui amigo", durante ato político anteontem. Ao que retrucou: "Vou entrar imediatamente em regime rigoroso depois das eleições."

Pequeno-grande

Luan Santana, de 19 anos, pediu um helicóptero para levá-lo à Chácara do Jockey, sábado. O fenômeno teen-sertanejo está sendo tão assediado que acabou aceitando fazer dois shows... no mesmo dia.

Na frente

Depois de Niemeyer desenhar chocolates, John Galliano estampa caixas de macarons franceses. Elas serão distribuídas no lançamento do perfume Parlez-moi d"Amour, na loja La Durée.

Aos poucos, trufas brancas de Alba invadem SP. Depois do Piselli e do Fasano, agora é a vez do La Tambouille.

Para celebrar os 10 anos do Projeto Pintou Limpeza, a Eldorado pilota almoço no Figueira Rubaiyat. Dia 12.

Jean Gorinchteyn autografa Sexo e Aids depois dos 50. Hoje, na Saraiva do Shopping Higienópolis.

André Esteves abre dia 19, em Campos do Jordão, o Fórum de Empreendedores. Organizado pelo Lide.

A Associação Cedro do Líbano promove, hoje, bazar no Clube Monte Líbano.

Aos 90 anos, o ex-governador Laudo Natel ganha biografia feita por Ricardo Viveiros. Segunda, no Museu da Casa Brasileira.

Fernanda Moraes, Kelly Georges e Marina Sala lançam hoje a grife Korda. Na Barão de Capanema.

Wagner Moura avisa. Não dará mais entrevistas sobre Tropa de Elite 2. Está, simplesmente, para lá de exausto...

Last dance?

Mikhail Baryshnikov parece renovado. Aos 62 anos, o bailarino estrelou anteontem, no Teatro Alfa, um espetáculo leve, alegre e divertido. Ao lado de Ana Laguna, protagonizou momentos irreverentes com trejeitos e expressões, provocando risos na plateia.

No terceiro ato, ao som de Philip Glass, uma surpresa: Micha dançou à frente de imagens de si mesmo quando jovem. Brincou, colocou a mão no quadril e simulou dor. Essa mistura entre passado e presente, levou a plateia à fortes aplausos e até uivos.

Tudo correu em ordem, exceto o desespero dos seguranças com bailarinas jovens. Sentadas nas galerias, twittavam sem parar, ignorando pedidos para desligarem seus celulares. E sinfonia-tosse de três espectadores também provocou alguns ruídos.

Ao fim da apresentação, a dupla foi ovacionada a la popstar durante sete minutos - voltaram três vezes para os agradecimentos.

Na saída, uma jovem bailarina acabou sintetizando o significado do show para quem ama o ballet: "Já posso morrer. Vê-lo era o meu sonho desde criança..."

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