Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

Por conta do adiamento da inauguração da nova ala do Shopping Pátio Higienópolis, a administração tem conversado com os lojistas.

Para evitar eventuais prejuízos, negociam ajuda de custo para bancar os convites de inauguração - já confeccionados e que irão para o lixo. Também discutem valor sobre o faturamento previsto no período em que as lojas estiverem fechadas pelo adiamento.

Indagada, a assessoria do shopping não confirma nem desmente a informação.

Telhado blindado

Depois de uma temporada na Europa, Paulo Telhada, comandante da Rota, que teve seu carro alvejado na garagem de casa, na Freguesia do Ó, já voltou ao batente.

E decidiu: mudará para um apartamento.

Reforço

Aloysio Nunes Ferreira ganha hoje mais uma demonstração de apoio da turma de Quércia. O PMDB da região de Campinas, base do ex-candidato ao Senado, promove reunião em torno de Nunes.

Jardim suspenso

Vai dar o que falar uma instalação, literalmente, sobre o rio Tamanduateí. Hector Zamora, artista plástico mexicano, fará pequena floresta suspensa.

Prenderá árvores em cabos de aço de uma margem a outra. Parte do projeto Margem, do Itaú Cultural. Em outubro.

Mais um

Malu Mader está cotada para o filme 20 Homens num Só, baseado na obra de João do Rio, Memórias de um Rato de Hotel.

Fresca é a pipoca

Robert Lamm, da banda Chicago, exigiu para os shows no Brasil: potes de M&M e tigelas de pipoca "fresca".

Na frente

Xico Graziano lança hoje Almanaque do Campo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. E amanhã Felipe Machado autografa Bacana Bacana. As Aventuras de um Jornalista pela África do Sul, no mesmo local.

A convite da Trip, o francês Gilles Lipovetsky debate sobre consumo e felicidade. Quinta, no Espaço Manioca.

Isay Weinfeld comemora. Seu projeto do Bar Número foi eleito o melhor design de interiores internacional pelo The Emirates Glass LEAF Awards 2010.

Humberto Campana, Alexandre Peralta e Heitor Dhalia autografam Ideias que Espalham. Amanhã, na Cultura do Villa-Lobos.

Eduardo Marques lança Redes Sociais, Segregação e Pobreza. Hoje, na Livraria da Vila da Fradique

Guilherme Corrêa comanda hoje degustação de vinhos húngaros na Enoteca Decanter.

Maio, curta-metragem de Marcelo Mesquita, ganha coquetel e exibição, quinta, no Reserva Cultural.

O Ponto do Livro promove noite de lançamento da obra Brasilidade Revolucionária: um século de cultura e política, de Marcelo Ridenti. Quinta.

Lenine, que já declarou apoio a Marina Silva, mandou um recado aos fãs no show, sábado, no HSBC. "Vote consciente. Sem vacilo".

Instante de liberdade

Bravo!, exclamou Raquel Amaral, anteontem, ao final do concerto de Marcelo Bratke. Nada mais natural se a manifestação tivesse ocorrido na Sala São Paulo ou no Teatro Municipal. Não, ela aconteceu na Penitenciária Feminina do Butantã, onde cerca de 270 presidiárias participaram de evento-piloto organizado pela Secretaria da Cultura do Estado. "Um dia vi alguém gritar bravo na TV e sempre quis repetir, hoje consegui", conta Raquel, condenada a quatro anos e meio por assalto a mão armada. "É uma música diferente, faz bem para a alma."

Havia na plateia, porém, uma ouvinte experiente: Eunice Cazuni Sinhuk, ex-mulher de um funcionário da Bovespa e também condenada por furto. Antes da audição, ela falava com desenvoltura sobre a afinidade artística entre Bach e Villa-Lobos, dois compositores que fazem parte do programa montado pelo pianista brasileiro. "Vou matar as saudades dos tempos em que eu frequentava a Sala São Paulo e acompanhava os concertos da OSESP", lembra a ex-chefe de cozinha pronta para deixar o presídio em 40 dias.

Diante de um público acostumado a ouvir funk, pagode e hinos religiosos, Bratke se surpreendeu com a reação das internas durante a audição. "Elas chegaram a cantarolar quando toquei as Cirandinhas do Villa-Lobos, não esperava que isso pudesse acontecer", disse Bratke. "Senti aqui uma energia diferente. Elas me ajudaram a tocar." O pianista levará agora o projeto, feito em parceria com sua mulher, Mariannita Luzzati, para outras penitenciárias do Estado de SP, além de apresentações agendadas para Nova York, Londres e Belgrado. /GILBERTO DE ALMEIDA

O mais puro estilo latino-americano

Os hermanos chegaram. E para mostrar todo seu talento, a partir de hoje, no Festival TelefônicaSonidos, no Jockey Club. Alexandre Schiavo, presidente da Day 1 Entertainment, produtora do evento, conversou com a coluna.

Como surgiu a ideia de fazer um festival de música latina?

Apareceu da vontade de se criar uma plataforma de integração entre as culturas latina e brasileira. E a música é a melhor porta para isso.

Há quanto tempo existe a vontade de realizar o evento?

O projeto começou há dois anos. Mas só há três meses conseguimos o patrocínio da Telefônica. Por isso, estamos correndo contra o tempo. E, mesmo assim, conseguimos um set de artistas bastante interessante.

Como foi feita a curadoria dos músicos?

Procuramos casar músicos que tivessem uma afinidade artística e cultural. O mais bacana é que a proposta já está gerando outros filhotes para além do festival. A Ana Carolina, por exemplo, aproveitou a oportunidade para convidar Fito Paez para um projeto. O Calle 13 mandou uma música para o Caetano Veloso fazer. É isso que queremos provocar. / MARILIA NEUSTEIN

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