Direto da Fonte

Guerra política

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2010 | 00h00

Mais polêmica envolvendo o exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Depois de romper com o Cespe, da Universidade de Brasília, por suspeita de fraude, a FGV - nova contratada para elaborar as provas da OAB - está na mira do Ministério Público Estadual. O promotor Maurício Lopes enviou denúncia ao MP Federal apontando conflito de interesses visto que a FGV possui curso de Direito.

Guerra política 2

A FGV Direito, por sua vez, proibiu todos os professores e funcionários de participarem direta ou indiretamente do processo da OAB. E Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, garante que nenhum professor da graduação atuará na elaboração das provas.

Detalhe: a Universidade de Brasília também tem faculdade de Direito

Linha direta

Aloysio Nunes inclui novo tema na sua campanha: mulheres que são espancadas pelos maridos. Tentativa de fazer frente a Netinho.

Peixaria

Walter Zagari, da Record, mostrou seu lado mais santista, sábado, no voo Rio-SP. Empolgado por ter embarcado junto com o time do Santos, ofereceu - em tom de brincadeira - R$ 5 mil ao goleiro Rafael, caso ele desse um chapéu no atacante Deivid, do Flamengo, durante o clássico de domingo. A firula acabou não acontecendo.

Placar

A Federação Paulista bateu o martelo: o Paulistão começará dia 16 de janeiro. Em campo, Santos e Linense. Só falta definir o estádio.

Money, money

Dilma Pena trouxe de Washington um empréstimo de US$ 600 milhões do BID para o Projeto Tietê. A contrapartida do governo do Estado será de US$ 200 milhões.

Metal

Marina de la Riva contou com participação especial no show de sábado no Auditório do Ibirapuera. Convidou Andreas Kisser, do Sepultura, para dar uma canja: "Ele não sai daqui sem tocar", disse.

O músico usou a guitarra do filho de Marina, de 13 anos, e foi aplaudidíssimo.

Brasil na fita

Entre os principais produtores de Veneza 2011, um nome brasileiro salta aos olhos: Paulo de Carvalho. Ele irá ao Lido este ano como coprodutor de dois filmes latino-americanos em exibição, Post Mortem, de Pablo Larraín, e La Vida de Los Peces, de Matías Bize.

"Eu sou o Brasil no mundo"

Há quatro anos Ivete Sangalo foi com Preta Gil ver Beyoncé no Madison Square Garden, em NY, a mais famosa - e cara - arena de shows do mundo. De lá, ligou para o irmão e empresário Jesus: "Quero cantar aqui". Corta.

Há dois anos, dois meses e alguns dias, sua empresa começou a negociar o show de gravação do novo DVD da baiana no ginásio. No último sábado, aconteceu, enfim, a apresentação no sonhado espaço. Que lotou. Num projeto de mais de R$ 5 milhões, viabilizados pela TAM, patrocinadora exclusiva, Ivete se tornou a primeira artista do Brasil a se apresentar por lá.

Sob lágrimas que descolavam seus cílios postiços, ela gritou: "Eu sou o Brasil no mundoooo". A plateia de 15 mil pessoas - esmagadoramente brasileira- veio abaixo. A frase traduziu o que ela quer se tornar: uma cantora mundial. Tendência até natural, já que cobra o cachê mais caro do País, ao lado de Roberto Carlos. Outros artistas com cacife parecido, como Sandy, também tentaram carreira internacional. Visto que lhes foi recusado.

Dias antes da apresentação nos EUA, a coluna conversou com Jon Pareles, crítico musical do The New York Times. Acha que Ivete será aceita pelo público americano? "Embora tenha ganhado o Grammy Latino em 2005, penso que ela não é conhecida aqui pela mesma razão que faz com que muitos americanos sejam tão ignorantes em relação à música brasileira: a barreira da língua", respondeu. Para ele, outro ponto contra é que os discos da cantora ainda não foram lançados acima da linha do Equador. A empreitada impressionou Pareles. "Fiquei surpreso ao saber onde ela iria cantar. Mesmo músicos brasileiros que vêm a NY, como Caetano Veloso, João Gilberto e Carlinhos Brown, sempre se apresentam em salas menores, nunca em arenas."

Durante entrevista coletiva realizada na última sexta, em NY, um jornalista americano da Associated Press questionou a cantora sobre não ser conhecida pelos americanos. "Você é que pensa, meu bem, eu estou bombando com o meu mega pôster pendurado no Madison", rebateu a artista. Após risos, continuou: "Quando comecei minha carreira, eu também não era conhecida no Brasil. Agora sou".

Na mesma coletiva, Ivete disse que o show nos EUA era para seu povo que mora no exterior pudesse participar. A coluna pediu para que ela mandasse um recado aos imigrantes brasileiros ilegais, que dão duro no exterior e nem mesmo podem visitar o Brasil. Tomada de surpresa, foi a única pergunta que se recusou a responder.

Mas, um dia depois, mandou seu recado durante o show: "Quero pedir para todos que coloquem a mão no ombro do brasileiro ao lado. Mas só naquele que for legal. E sabe por que, meus queridos? Porque não existe brasileiro ilegal. Todos são legais. Muito legais". E chuva de palmas.

DÉBORA BERGAMASCO VIAJOU A CONVITE DA CACO DE TELHA.

Na frente

Dona Lila Covas recebe homenagem dia 20, na casa de Bete e Marcos Arbaitman. Os tucanos estarão a postos.

Luciano Coutinho e Sergio Marchionne serão homenageados pelo Gruppo Esponenti. Sexta, no Hyatt.

Solange Vieira, da Anac, esteve na semana passada em Johanesburgo. Conheceu o programa de atendimento aos passageiros usado na Copa.

A Praça Charles Miller continua a receber cavaletes de propaganda política. O que é proibido pela legislação eleitoral.

Juca Ferreira recebe, amanhã, o Troféu Grupo Gay da Bahia. Além dele, 29 personalidades levam para casa o prêmio de apoio aos homossexuais da Bahia e do Brasil.

Gu Hanghu, acupunturista de Lula, trabalhou dobrado no fim de semana. Foi convocado pelo presidente para aliviar as dores provocadas por sua eterna bursite.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.