Direto da fonte

Curriculum vitae

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

A quem critica a nomeação de Eduardo Artur Rodrigues Silva, novo diretor de operações dos Correios empossado por Lula segunda-feira, vai aqui sua experiência.

Sob a bênção incondicional de Roberto Teixeira, compadre do presidente da República, ele foi, durante seis meses de 2008, conselheiro e presidente da VarigLog. Saiu da empresa em outubro do mesmo ano, não sem antes viabilizar a constituição, em São Paulo, da cargueira Master Top Linhas Aéreas (MTA).

Companhia aérea esta que tem como acionistas Jorge Augusto Dale Craddock e Anna Rosa Pepe Blanco Craddock, sogros de Tatiana, filha de Silva, conhecido como Coronel Artur.

Curriculum vitae 2

E não é que a empresa está dando certo?

A MTA hoje tem direito a operar cobiçadas frequências de voos para EUA, Colômbia e Equador e foi vencedora, em julho, de licitações para transporte de carga dos Correios de São Paulo a Salvador e Recife no valor de mais de R$ 36 milhões. Mesmo ela tendo protestos e com sua certificação suspensa pela Anac por falta de segurança.

A certificação foi restabelecida dia 26 de julho.

Cetro e coroa

Lula vai dar de cara quinta-feira, em Divinópolis, MG, com Débora Lyra, a nossa Miss Brasil 2010. A moça pedirá a bênção do presidente antes de viajar para Las Vegas, onde disputará, dia 23, o concurso Miss Universo.

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Após longa espera, o governo de São Paulo conseguiu esta semana mais US$ 507,7 milhões aprovados pelo Senado. São operações de crédito externo para infraestrutura, meio ambiente e gestão.

Em contrapartida, o governo aplicará US$ 229,3 milhões. O total de investimento na área somará US$ 737 milhões.

Do coração

Tom Zé, fiel torcedor do Timão, compôs um hino só para celebrar o centenário do Corinthians. Estará no livro o Corinthians - 100 Anos de Paixão.

Xodó de mago

Gilberto Gil cantava em Saint Julien, na França, esta semana, quando chamou ao palco um convidado ilustre da plateia: Paulo Coelho, que deu canja com Eu Só Quero um Xodó, de Dominguinhos.

Ela merece

A cidade agradece. O Conpresp deu o OK e a Biblioteca Mário de Andrade terá o paisagismo externo completamente reformado.

Ecos do debate

Indio da Costa, o vice de José Serra, saiu de hospital do Rio, onde estava internado, para assistir in loco ao debate da Band, anteontem. E para lá voltou de helicóptero assim que o evento acabou.

Sentado na plateia na área reservada aos tucanos, do lado esquerdo, Indio não desgrudou do BlackBerry. Abasteceu seu Twitter com provocações a Dilma Rousseff: "Dilma gagueja em suas respostas", postou. Também gripadíssimo, José Eduardo Dutra, presidente do PT, segurou a tosse enquanto pode até que saiu do estúdio para se recuperar. A produção chegou a oferecer-lhe ajuda médica, que foi prontamente recusada.

Se os dois fizeram um esforço para estarem lá, o mesmo não aconteceu com Quércia e Aloysio Nunes Ferreira. Antes do debate começar, foram flagrados pela coluna combinando de sair antes do fim. "Em casa vejo melhor", disse Nunes Ferreira. O que de fato aconteceu. Entre os convidados, despercebida, Mayara, filha de Marina Silva. Quem prestou atenção, no entanto, fez logo a relação: bela e maquiada, ela é uma versão jovem da mãe. Ao lado de Guilherme Leal, no espaço reservado aos verdes, acompanhou cada fala de sua candidata com entusiasmo. Os petistas, aliás, ocuparam o lado direito da plateia. Incluindo aí o aliado Paulo Skaf, cujos assessores faziam questão de frisar que ele havia sido convidado por Dilma.

Assim que chegou no estúdio, ao lado de sua mulher, Monica, Serra foi recebido por Aécio Neves. O ex-governador mineiro encostou as mãos nos braços do correligionário e cochichou em seu ouvido: "Relaxa, seja quem você é".

Ao fim do segundo bloco, Guilherme Afif só tinha uma preocupação. "Quanto está o jogo do São Paulo?" Questionado pela coluna onde ele preferia estar se no estúdio da Band ou no estádio do Morumbi, o vice de Alckmin apontou para a arena: "Eu preferia estar nesse jogo".

Marisa Letícia e sua inseparável nora Marlene representaram Lula. Passaram o debate na plateia, sentadas ao lado de Marta Suplicy.

Entre os ilustres que apareceram por lá, Fernando Meirelles assistiu, pela primeira vez, a um debate ao vivo. E foi também prestigiar a filha Cacá Meirelles, que é fotógrafa da campanha de Marina. Depois do debate Carlos Eduardo, 18, neto de Plínio de Arruda Sampaio estava exultante. "Meu vô é o assunto mais comentado do Twitter". Ele tinha razão. PAULA BONELLI

Direto da Flip

Wendy Guerra, escritora cubana, está impaciente. Quando perguntada sobre a política da ilha, desconversa agressivamente. E faz questão de esclarecer que não tem nada em comum com Yoani Sanchéz: "Ela é uma blogueira, eu sou uma autora". E acrescenta: "Ela não seria nada fora de Cuba. O lugar dela é lá".

Figura esperadíssima da 8ª edição da festa, Azar Nafisi se acabou em fazer compras... na farmácia. É que autora iraniana está gripada.

William Kennedy já tem programação para depois da Flip. Foi convidado para jantar, na próxima terça, na casa de Hector Babenco. O cineasta venceu a disputa dos direitos autorais de Ironweed, do autor, com ninguém menos que David Lynch, em 1987. Na ocasião, Kennedy disse ao brasileiro que não cedeu a Lynch porque o cineasta queria colocar uma televisão nos olhos dos personagens - ideia que o irritou profundamente.

Collum McCann andava por Paraty indagando as pessoas sobre "nomes próprios de brasileiros de classe média". Pesquisa para um futuro romance. Ao contrário da mulher, Isabel Allende, William Gordon teve seu ataque de estrela. Pediu que seu crachá de acompanhante fosse trocado por um "de escritor".

William Boyd é um autor independente. Além de alugar a própria casa para se hospedar com a família em Paraty, o escritor africano já programou viagem para Petrópolis onde conhecerá a casa que foi de Elizabeth Bishop para escrever um artigo para o The Guardian.

A direção da Flip pediu para Ciro Lilla, da Mistral, vinhos sul americanos de alta qualidade para servir aos convidados. Entre os escolhidos, Viña Montes (Chile) Catena (Argentina) e Vallontano (Brasil).

Um desafortunado parou o carro em lugar proibido em Paraty. Além de multa, ganhou um bilhete especial escrito: "Parado na porta da casa do prefeito".

MARILIA NEUSTEIN

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