Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Tudo certo. O PAC Cidades Históricas, no que se refere ao Estado de São Paulo, será assinado na quinta-feira. A adesão? São 12 municípios. Entre eles, Iguape, Itu e São Luiz do Paraitinga. O pacote não inclui a capital. São Paulo chegou a aderir mas deu meia volta para aparar arestas.

Captados nas três esferas do governo, os investimentos de R$ 222 milhões devem ser distribuídos, em quatro anos, por 164 ações junto ao Iphan.

Haja Frontal

A depender dos dados de José Gomes Temporão, os brasileiros com depressão, esquizofrenia e outros transtornos mentais mereceram atenção especial durante o governo Lula. A construção de novos Centros de Atenção Psicossocial triplicou: eram 424 unidades em 2002. Hoje, são 1.541.

Só para artistas

Dilma foi centro ontem de jantar organizado por Juca Ferreira e Ivaldo Bertazzo. No apê do coreógrafo.

Sem folga

Se o Morumbi está de "mala leche", o Pacaembu comemora.

O Museu do Futebol recebeu só neste mês mais de 49 mil pessoas. Crescimento de 36% em relação ao ano passado.

Do bem

Depois do Brasil e Colômbia, foi a vez de Moçambique. A Vale abriu ontem a sua Fundação Vale, que coordena ações de responsabilidade social da empresa. Será gerida por membros da ex-estatal, do governo moçambicano e por lideranças comunitárias.

Interlocutores

Entre os empresários que terão encontro fechado hoje com Lula e Berlusconi, durante seminário na Fiesp, estão Cledorvino Belini, da Fiat, Frederico Curado, da Embraer, Guillermo Kelly, da Pirelli, mais ... Oskar Metsavaht, da Osklen. E obviamente, Benjamin Steinbruch.

Prometem não falar de futebol.

Dois lados

Andrea Matarazzo garante que as 21 oficinas culturais do Estado de São Paulo não serão fechadas. "É boataria. Não temos intenção de demitir. Só estamos analisando a gestão da organização social checando cumprimento de metas."

Já Marcelo Fonseca, organizador de seminário na oficina Oswald de Andrade, jura que viu carta de demissão enviada a funcionários pela secretaria.

Ecos pós-Dilma

As cerca de 40 convidadas de Geyse Diniz, que estiveram com Dilma na sexta-feira, afastaram alguns fantasmas durante a reunião. Saíram com a impressão de que ela tentará o caminho do equilíbrio, caso seja eleita.

No entanto, não souberam como a candidata controlará o PT - claramente facetado e fragmentado. Lula usa sua indiscutível popularidade e faz isso com maestria. E ela, como fará?

Ecos 2

Dilma escapou de perguntas polêmicas, como essa acima, mas foi enfática em relação a um tema recorrente: a reforma tributária. Questionada sobre as prometidas reformas estruturais, se comprometeu com a da tributação. "Quero igualar o ICM em todos os Estados e fazer o mesmo com o IPI. Estamos crescendo e não há melhor hora para simplificar nossa estrutura", afirmou.

A candidata foi classificada como... otimista.

Ecos 3

Sobre política externa, falou pouco. E evitou opinar sobre Cuba. Perguntada, escapou com um "sou contra presos políticos" e mudou de assunto. Seu debate com uma executiva do mercado financeiro indicou que ela pode não ser uma expert em finanças mas tem bom senso. Ponderou sobre juros e BC de maneira sistemática e treinada, escorregando apenas na defesa do BNDES.

Não faltaram ponderações sobre os ensinos médio e básico. Dilma se mostrou preocupada com a falta de formação de professores e com a qualidade do ensino.

Ecos 4

Fora de contexto, a pergunta que abriu o encontro provocou constrangimento. Por ser católica, Dilma foi cobrada para que não frequentasse cultos evangélicos.

Ecos 5

Politicamente correto: Geyse se organiza agora para receber também Serra e Marina Silva.

Na frente

Aloizio Mercadante lança seu livro A Reconstrução Retomada. Hoje, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional

Começa hoje a exposição sobre a história do Teatro Cultura Artística, montada na fachada da rua Nestor Pestana. Com apoio da Racional.

Nietzsche, Filósofo da Suspeita, de Scarlett Marton, será lançado hoje na Casa do Saber.

Do comissário de bordo aos passageiros do voo Johannesburgo-São Paulo, no domingo: "Favor desligar todos os equipamento eletrônicos, celulares e, por favor, as vuvuzelas". A nova praga mundial.

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