Direto da fonte

Patologia

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

Após o incêndio no Instituto Butantã, pesquisadores de outros centros estão preocupados em perder seus trabalhos para o fogo. O prédio do Instituto Biológico, por exemplo, não tem brigada de incêndio, nem portas corta-fogo. Parte da rede elétrica é antiga e fica exposta. Há laboratórios em que não se pode ligar dois aparelhos elétricos de uma vez, pois a energia cai.

Também falta acessibilidade. Com sete andares e cerca de 120 servidores, conta apenas com dois elevadores da década de 40, que apresentam problemas quase que semanalmente.

Patologia 2

A direção do IB confirma as informações. Mas avisa que tramita projeto de R$ 30 milhões para o restauro total do prédio e de suas unidades.

Devagarinho

O MinC aprovou nesta semana projeto de R$ 2 milhões para captação de verba, por meio de renúncia fiscal, para celebrar os dez anos do Via Funchal. Com realização de dez shows.

Só que o projeto é de dois anos atrás. E a casa de shows já caminha para seus 12 anos. Ao saber da aprovação, a equipe do Via Funchal disse que buscará outro mote para comemorar.

Raio X

O Instituto Análise coletou novos dados sobre o uso do serviço municipal de saúde de SP. Entre os que têm plano de saúde, 46% dizem optar pelo atendimento público por causa da praticidade -como o uso ambulatorial (81%) e a retirada grátis de remédios (80%).

Control C

Miguel Bucalem, do Desenvolvimento Urbano, passa uma semana na África do Sul. Busca inspiração para potencializar a aplicação de verbas em infraestrutura na Copa de 2014. E, também, saber como atrair recursos de investidores.

Invasão literária

São Paulo será invadida por livros gigantes na primeira semana de agosto. Os exemplares têm mais de 1,80 de altura e servirão para propagandear a Bienal do Livro na cidade. Com aval da Cidade Limpa.

Controle remoto

Às saudosas de Eduardo Moscovis na televisão, calma. O ator fará uma participação na série da TV Globo, As Cariocas, de Daniel Filho.

A previsão de estreia é no segundo semestre.

Para todos

À frente da Organização Social Santa Marcelina Cultura e do Festival Internacional de Campos do Jordão, Paulo Zuben está mergulhado em uma missão cultural. Quer democratizar o acesso à música erudita. Para tanto, investe na expansão do festival, aumentando o número de eventos gratuitos e trazendo a série especial de concertos pela primeira vez para SP.

Como será a expansão do festival e os diferenciais em relação aos últimos anos?

O festival tinha o perfil de orquestra jovem, só acontecia em Campos do Jordão e a programação era de três semanas. Este ano, conversamos com a Secretaria de Cultura e resolvemos expandir, trazendo o evento para São Paulo. O melhor da programação que só acontecia em Campos virá à Sala São Paulo e para o Sesc Vila Mariana. Além disso, teremos mais tempo para concertos e aprimorar as atividades pedagógicas.

O publico também terá mais acesso à programação?

A ideia de expansão significa mais lugares e apresentações gratuitas. Teremos 40 concertos na praça do Capivari, em Campos, por exemplo. Outro objetivo é ter formação de publico. Queremos iniciar um programa de formação musical na cidade, aproximar a população do festival. Vamos explicar um pouco das peças que serão tocadas e capacitar 50 professores da rede.

E qual será a participação da Osesp no evento?

A Osesp levará nove concertos para Campos. Com uma programação diferenciada, que vai trazer mais visibilidade para o festival. Democratizar esse acesso já é, por si só, uma mudança significativa.

Qual é a principal atração do festival este ano?

Ah, serão várias. Mas só para citar algumas especiais, teremos Nelson Freire com a Filarmônica de Minas Gerais, Cristina Ortiz, que tocará peças de Chopin e o duo inédito de Maria João Pires com Antonio de Menezes.

MARILIA NEUSTEIN

Na frente

Daniel Galera e Rafael Coutinho lançam hoje o livro de quadrinhos Cachalote. Na loja de mesmo nome.

A Editora Paz e Terra, o Instituto FHC e o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais promovem, dia 1º,debate sobre as FARC. Com Daniel Pécaut, Luiz Felipe Lampreia e Raul Jungmann.

Aliás, FHC foi visto, anteontem, jantando no restaurante Chez Georges, em Paris.

Otto volta aos palcos paulistanos com show do disco Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, dia 2, na choperia do Sesc Pompeia.

Rubens Barrichello ficou para trás no golfe. Em 13º, no 29 Aberto de Golfe Embrase Terras de São José.

INTERINOS: Débora Bergamasco, Gilberto de Almeida, Marilia Neustein e Paula Bonelli.

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