Direto da fonte

Do not disturb

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 00h00

Vem briga boa por aí. Emanuele Garosci desembarca no Brasil com investimento de cerca de US$ 200 milhões. Vai abrir dois hotéis de alto luxo: um em São Paulo e outro no Rio. De olho na Copa 2014.

O empresário italiano chega amanhã à capital paulista para mais uma rodada de negociações. Será ciceroneado por Carlos Emiliano e Renato Sedlacek.

Quer repetir aqui a fórmula do seu Palazzina Grassi, de Veneza. Padrão que dispensa recepção e oferece atendimento individualizado para hóspedes cinco estrelas, como Angelina Jolie e Johnny Depp.

Céu é o limite

Nova empresa de transporte aéreo ocupará o céu brasileiro. A Mais Linhas Aéreas, com sede em Salvador, recebeu anteontem autorização de funcionamento jurídico da ANAC.

A companhia planeja voar com Boeing 737-300 para as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do País.

Sutiã cônico

Figurinos feitos para o teatro e cinema por Jean Paul Gautier estão sendo garimpados. Vão virar exposição.

Lá menor

Julio Medaglia vai criar uma orquestra para chamar de sua. Será regente e diretor artístico da Cariocamerata, só com jovens músicos, no Rio.

Esquenta

A Casa Brasil, QG montado na África do Sul para propagandear a Copa de 2014, anda cheia. Passam por lá cerca de 700 pessoas por dia.

Segundo o Ministério do Turismo, o local recebeu visitantes de 47 nacionalidades.

Baión de dos

Carla Pernambuco vai virar apresentadora de TV na FOX.

A chef acaba de voltar de Buenos Aires, onde fechou contrato de um ano com o canal. A primeira temporada de Carlota- Brasil no Prato, sobre receitas e ingredientes brasileiros, será gravada por lá e exibida em terras nacionais.

Dedo verde

Frans Krajcberg topou. É o convidado de Eduardo Fischer para participar do SWU, encontro de sustentabilidade previsto para acontecer em outubro, na cidade de Itu.

O artista plástico fará exposição de seus trabalhos focados na defesa do meio ambiente.

Chame o síndico

Vai ter climão na reunião de condomínio do edifício Joelma. O PSDB, que tem dois andares ocupados por Alckmin e outros dois por Serra, identificou estranho no ninho: Carlos Apolinário.

Chame o síndico2

O vereador, que acaba de romper com os tucanos e declarar apoio a Mercadante, trabalha em sala no 18º andar há um ano. "Eu cheguei antes, mas nem eles nem eu temos lepra. Então não pega, né?", disse Apolinário.

RSVP

Dilma confirmou presença na Convenção Estadual do PT. Já Lula ainda não decidiu se vai. Mas não há chance de festa vazia. Só da capital, cem ônibus de militantes vão desembarcar no ExpoCenter Norte, sábado.

Espelho meu

Gabriela Leite ficou "satisfeitíssima" com a escolha de Vanessa Giácomo parar viver seu papel no cinema. A fundadora da Daspu acha que "a atriz vai render muito na interpretação".

E o par da protagonista será vivido por Daniel Oliveira, marido da atriz, segundo Caco Souza - o diretor do longa baseado no livro da ex-prostituta.

Na frente

Em clima de inverno, o Shopping Cidade Jardim disponibiliza duzentas mantas de tricô da Trousseau para quem quiser se aquecer ao comer nos cafés e restaurantes. A partir de hoje.

Edson Natale e Cristiane Olivieri lançam o Guia Brasileiro de Produção Cultural - 2010-2011. Hoje, no Sesc Pinheiros.

Leonardo Prado autografa hoje no seu bar São Cristóvão a obra No Campo da Memória.

Paulo Olmos lança Quando a Cegonha Não Vem. Hoje, na Livraria da Vila do Cidade Jardim.

Interinos: D. Bergamasco, G.de Almeida, M. Neustein e P. Bonelli.

Modelo, atriz e...engajada

O tabu da circuncisão feminina na África é tema do filme Flor do Deserto, que estreia sexta-feira, baseado no best seller homônimo da somali Waris Dirie. Para interpretar a autora do livro, que também foi modelo e embaixadora da ONU, a produção selecionou a etíope Lyia Kebede. Coincidência ou não, a atriz também é top model internacional e possui uma fundação que luta contra a mortalidade de mães e crianças após o parto.

Lyia esteve em São Paulo para a pré-estreia do longa e recebeu a coluna para conversa antes de partir para uma sessão de compras na Rua Oscar Freire, nos Jardins.

Como surgiu o interesse pelo papel de Waris Dirie?

Eu li o livro, adorei a história e falei para o meu agente: "Quero fazer esse papel, por favor, encontre as pessoas". Então fiz o teste. O diretor e o produtor gostaram e ficaram mais interessados ainda quando souberam das semelhanças que eu tinha com a Waris Dirie (o trabalho como modelo, as atividades da minha fundação, etc).

O que sentiu quando leu o livro pela primeira vez?

Fiquei muito tocada com o projeto. O livro é lindo, pessoal ao extremo. Achei totalmente inspirador. Ao mesmo tempo, foi a primeira vez em que percebi a dívida que eu tinha com questão da mutilação feminina.

Como foi a sua preparação?

Usei o livro, reli os parágrafos diariamente. Eu não trabalhei junto com a Waris. Só a conheci no último dia de filmagem porque ela preferiu ficar longe do set. Em compensação, tive a oportunidade de começar as filmagens pela Somália e, portanto, fiquei imersa na "África dela". Conversei muito com as mulheres do vilarejo e compreendi os conflitos daquele lugar.

Como vê o cenário atual da circuncisão feminina?

A prática tem sido cada vez mais contida. Está mudando um pouco, mas não o suficiente. Há organizações que fazem um trabalho maravilhoso. Eu visitei algumas comunidades onde esse trabalho é desenvolvido e mostra que 8% das mulheres não são mais circuncisadas. Mas ainda é necessário continuar a luta.

Nesse contexto, qual é, na sua opinião, o alcance do filme? O filme, definitivamente, desperta algo. O produtor levou há dois meses o longa para ser projetado no vilarejo onde filmamos. Foi muito interessante e difícil porque a maioria das mulheres de lá é circuncisada. Muitas são contra e outras a favor. E muitos homens assistiram pela primeira vez. Isso porque eles não acompanham a cirurgia, só o depois. Então, suscita inevitável discussão.

MARILIA NEUSTEIN

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