Direto da fonte

Roto falando do rasgado?

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

O discurso do Jeffrey Immelt, CEO mundial da GE, agradou aos participantes do jantar no Waldorf Astoria, quinta, em Nova York.

Escolhido pelo lado americano como Homem do Ano, eleito pela Câmara Brasil-EUA, o executivo foi apresentado por Roger Agnelli, da Vale. E se mostrou extremamente otimista em relação ao Brasil, destacando, entre outras coisas, o fato de que as economias em desenvolvimento raramente passam do estágio da produção de recursos naturais para produção industrial . "E o Brasil está fazendo isso."

Mas elogios à parte, o americano deixou ali um conselho algo... intrigante: "Não sejam arrogantes nesse processo".

De peso

Já o discurso de Henrique Meirelles, vencedor do prêmio pelo lado brasileiro, pendeu para o lado mais político, segundo convidados.

O presidente do BC foi bastante prestigiado. Salão lotado, na mesa principal estavam Dilma, Michel Temer, Sarney, Antonio Palocci, Fábio Barbosa, Roberto Setubal, Luiz Trabuco, Pérsio Arida, José Olympio Pereira, Bernardo Parnes, entre outros.

Cheque ilimitado

Bebel, viúva de Francisco Gros, não tem poupado elogios a Eike Batista.

Conselheiro do Grupo OGX, o executivo teve apoio incondicional no tratamento da sua doença.

Cruz e a espada

Valdemiro Santiago, pastor da Mundial do Reino de Deus, acusou de racismo R.R. Soares, líder da Igreja da Graça de Deus, em seu programa de TV. "Ele é racista, por que ele não fala meu nome. Fala "o bispo preto".

Santiago classificou Soares de "mentiroso" e "hipócrita". Ao que tudo indica, ficou irritado por perder seu espaço na RedeTV! para o programa evangélico de Soares.

Time is money

Ermenegildo Zegna, o neto, deve aterrissar por aqui no segundo semestre para as comemorações de 100 anos da sua Zegna. Antes disso manda três relógios comemorativos de ... R$ 75 mil cada um para serem vendidos no Brasil.

Juntas, as peças pagariam estadia pra mais de mês.

Nanico, eu?

Rolou "pedra no sapato" de Serra, Dilma e Marina. Depois de entrar com liminar no TSE exigindo participar do debate da CNI, terça, Levy Fidelix, aquele do Aerotrem, promete mais: "Sou competitivo, vou fazer isso em todos os debates. Até porque elegemos um parlamentar, o Collor. Se ele mudou de partido são outros quinhentos...".

Fora do ninho

Martelo batido. Paulo de Tarso Santos, marqueteiro histórico do PT, será consultor da campanha de... Marina Silva.

Acredite se quiser

A procuradora aposentada Vera Lúcia Sant"Anna, acusada de torturar menina de dois anos, já atuou na... Vara da Família. Durante a década de 90, no MP do Rio.

On screen

Na esteira do sucesso de Chico Xavier, o Livro dos Espíritos - a obra de Allan Kardec será transformado em longa. Com Sandra Corveloni e Nelson Xavier.

Só para olhar

Se for verdade que os donos da Heaven pagaram US$ 25 mil para ter Chris Brown na casa, quinta, jogaram dinheiro fora.

Ninguém conseguiu chegar perto do cantor cercado por seguranças.

Na frente

Nicolau Breyner, famoso ator português, está em Recife para filmar O País do Desejo. Vai contracenar com Fábio Assunção.

É hoje, em Cuiabá, o leilão de Maurício Tonhá, da Estância Bahia. Serão negociadas 22 mil cabeças de gado.

Começa quinta, com o grupo barroco Camena, a temporada dos Projetos Culturais do Mosteiro de São Bento.

Silvia Mecozzi expõe Sussurre seu Medo a um Estranho, no Ritz Franca a partir de terça.

Tomas Biagi Carvalho lança o fanzine Amarello, hoje, na loja Isabela Capeto.

Kalil Rocha Abdalla, da Santa Casa, faz palestra quinta sobre o trabalho assistencial. E apresenta o prédio Hospital Santa Isabel II, que está quase pronto.

A Bassi pilota jantar, segunda, para lançar seu projeto Bassi Private Chefs.

O genoma sintético fez Gabeira lembrar, no Twitter, dos tapa-sexos na Sapucaí: "Com esse nome Mycoplasma genitalium é possível que a célula apareça no carnaval do Rio em 2011..."

Irã, cinema e feminismo

Não foi fácil para Torang Abedian concretizar seu documentário Não É uma Ilusão. A história, sobre uma jovem cantora iraniana proibida de se apresentar sozinha em público pelas leis do Irã, levou quase cinco anos para rodar o mundo. "Nesse período, descobri estar sendo plagiada pelo diretor Bahman Ghobadi e pelo câmera que trabalhou para mim", conta a iraniana. Ghobadi vendeu seu filme para 43 países e entrou na seleção de Cannes. "Isso só acontece em um país onde não há legislação de direitos autorais, principalmente para as mulheres."

No Irã, ela explica, toda obra de arte precisa de autorização do governo para ser realizada. Torang conseguiu permissão para filmá-lo, mas não para exibi-lo em sua terra natal. Hoje, a cineasta apresenta seu longa no Itaú Cultural. À seguir, trechos da entrevista:

Como é ser artista no Irã em tempos de Ahmadinejad?

Está cada vez pior. É um governo de uma única voz. Isso promove muita tensão econômica, social e artística. Acredito que só vai piorar. As mulheres estão esquecendo que têm voz.

O que representa para você a prisão de Jafar Panahi, cineasta iraniano preso recentemente?

Inadmissível. Acima de tudo, Panahi é um símbolo do cinema iraniano. Antes dele voltar ao Irã, ficou interessado em assistir meu filme. Mas foi preso.

O que acha dos países europeus que estão proibindo o uso da burca?

Sou contra obrigar a usar e obrigar a não usar. A proibição só intensifica o desejo do uso e alimenta a raiva. No Irã acontece o mesmo: por sermos obrigadas a vestir o véu, muitas mulheres não querem. Acredito na liberdade de escolha.

O Brasil acertou no apoio ao Irã na questão que pensa da questão nuclear?

Não acompanho de perto, mas pessoalmente acho que pesquisas nucleares não deveriam ser feitas por nenhum país. Entretanto, se outros países podem, o Irã também deveria poder.

MARILIA NEUSTEIN

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