Direto da fonte

Loteria com quatro patas

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2010 | 00h00

O Jockey paulista fechou acordo com o SBT e com operadoras de telefonia. Não, não é para ampliar a banda larga nas raias por onde correm os puro-sangues. E sim para criar novo sistema de apostas.

De início, haverá uma corrida toda segunda, às 18h30, que será televisionada dentro do Programa do Ratinho, no SBT. Os telespectadores poderão fazer suas apostas via SMS antes do páreo. Aníbal Massaini, diretor do Jockey e mentor da ideia, escolheu um número fixo, algo cabalístico, de competidores: 13 .

Como funcionará? Ao ligar para a operadora, o apostador recebe automaticamente uma sequência de seis números. Se eles corresponderem aos seis primeiros colocados na prova, o apostador leva R$ 100 mil. Se não sair, o prêmio acumula. Uma loteria sobre quatro patas, dentro das regras vigentes. "Tenho certeza de que outros hipódromos se interessarão pela ideia", diz Massaini.

Expectativa conservadora? Acesso de 500 mil apostas por semana. Além de difundir a modalidade e gerar receita providencial para um Jockey que está precisando.

Não, obrigado

Gabriel Jorge Ferreira não aceitou dirigir o conselho da Fundação Anchieta.

O cargo deverá ser de Moacyr Expedito, ligadíssimo a Jorge da Cunha Lima.

De menor

Champinha será tema de campanha. Ari Friedenbach, pai de Liana - a jovem que ele assassinou em 2003 - quer sair para deputado federal pelo PPS. Sua cruzada? Leis mais rigorosas para crimes hediondos.

Multicor

Entre os convidados, hoje, para o lançamento de Alckmin, muitos prefeitos de outros partidos. Se depender disso, e das 15 mil mensagens por Twitter e 20 mil e-mails distribuídos, o evento será pluripartidário.

Virada exótica

Decidida a atingir todas as tribos, a Virada Cultural, semana que vem, inova. Terá 12 estúdios com tatuadores e 16 grupos de suspensão - o pessoal que fica pendurado por argolas enfiadas no corpo.

E parada de Cosplay, da Praça João Mendes à Roosevelt.

Sem pânico

Mesmo ante a derrocada dos mercados, a de ontem em especial, Fabio Barbosa, da Febraban, mantém a calma. "Temos que esperar o que os governos europeus e outras instituições vão resolver no fim de semana. Aí sim poderemos ter uma ideia se a seta apontará para cima... ou para baixo."

Experiência é tudo.

Almôndegas

E o São Paulo arrumou - e deve anunciar em breve - um patrocinador: o Grupo JBS. Curiosamente, a Seara (Grupo Marfrig), apoia o Santos. E o Flamengo tem a Batavo, pertencente à Perdigão.

É a carne invadindo, para valer, os campos de futebol.

Para todos

Ivone Lara foi escolhida para ser a homenageada do Prêmio da Música Brasileira - que vem, este ano, com duas novidades: o apoio da Vale e a possibilidade de inscrição, pelo YouTube, de amadores em nova categoria.

Os vencedores, segundo José Maurício Machline, serão conhecidos dia 11 de agosto em festa no Teatro Municipal do Rio.

Novo rico, bobo não

Decorador de estilo modernoso, famoso pelos ambientes brancos da Casa Cor, está tendo que devolver compra por compra que fez para o apartamento de um new-baiano do ramo de minério. Até um Di Cavalcanti, vendido por R$ 1,2 milhão - que, no mercado, acredita-se que valha perto de R$ 400 mil.

O empresário descobriu que o moço estava superfaturando em até 400%. Essa, é para deixar até Brasília morrendo de inveja...

De consenso

Tão ou mais importante que comemorar os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal é resistir às crescentes pressões para que ela seja desrespeitada.

É o que pensa um dos mentores da lei, Pedro Malan. Ele teme que ela se transforme em jabuticaba brasileira - "a lei que não pegou". Para o ex-ministro, construir reputação de comportamento fiscalmente responsável demanda muito, muito tempo. "E a destruição pode chegar em pouco, muito pouco tempo."

Esse é o risco que corre hoje o País, em vista da voracidade na busca de recursos públicos. Que são concedidos, por vezes, ao arrepio da Lei.

Na frente

Paulo Skaf e José Sérgio Gabrielli lançam o programa de mobilização da indústria paulista para o setor de petróleo e gás. Em São Paulo, na terça-feira.

Adriana Bozon e Nelson Alvarenga, da Ellus, promovem jantar em torno de integrantes da sofisticada revista Visionaire. Segunda.

Humberto Werneck lança O Espalhador de Passarinhos & Outras Crônicas, com textos desde os anos 90. Quarta, na Livraria da Vila da Fradique.

Quem tentou ouvir uma opinião de Paulo Maluf sobre a demolição do Minhocão ficou com a sensação que ele não aprova, nem desaprova. Muito pelo contrário.

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