Direto da Fonte

Guerra de autor

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Projeto de Juca Ferreira, que muda a lei de direitos autorais, atinge em cheio o Ecad. O órgão passaria a ser "supervisionado" pelo Ministério da Cultura, por meio de um instituto.

O recém-criado Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais é contra a mudança. Avalia que mais de 300 profissionais teriam que ser contratados para trabalho redundante, já feito pelo escritório privado.

Guerra de autor 2

O Minc alega que o órgão a ser criado e o Ecad não serão concorrentes. A tarefa do novo é supervisionar a arrecadação, centralizar registros, mediar imbróglios e... dar transparência e publicidade ao processo.

Das cinzas

E o vulcão islandês chegou ao Brasil. A casa de apostas Betsson aceita palpites até por aqui, sobre seu último desafio: se o tal Eyjafjallajokull vai se acalmar ainda este ano.

Abrindo...

Indagado pela coluna, João Sayad, futuro comandante da TV Cultura, não quis falar muito sobre o que pretende fazer na emissora. "Não há como sair perguntando o que as pessoas querem ver na TV."

Na sua opinião, se deixar a decisão por conta do telespectador, a maioria vai pedir programas menos instrutivos, como "o Ratinho". A saída? "Cabe ao Estado ajudar na formação da população. Se pegar, pegou. Se não, tentamos outra coisa."

...fechando.

Em um de seus últimos atos à frente da TV Cultura, Paulo Markun lança o Portal Cultura Brasil, dedicado à música brasileira contemporânea.

Na própria emissora.

Quase pétrea

Começa quente a gestão Cezar Peluso no Supremo. Na sessão hoje, a OAB vai defender a tese de que a Lei da Anistia não deve valer para quem praticou torturas.

A aposta? A lei não vai mudar.

A Cuópa é nuóssa

Orlando Silva gastou tanto o carioquês no vídeo sobre a Copa de 2014 que José Fortunati, prefeito de Porto Alegre, pediu uma... reedição. Tchê!

Primeiro teste

Alain Fresnot desembarca amanhã, no Rio, com uma prévia do Família Vende Tudo. Para mostrar a Luana Piovani, que atuou no longa.

Show-arte

Destaca-se, na SP Arte - que abre suas portas hoje com um coquetel para convidados -, tela imensa de Willys de Castro.

O quadro, avaliado em US$ 1,5 milhão, é um trabalho atípico do neoconcretista.

Menores-maiores

Os meninos do Santos aprontaram na sede do clube causando vários "estragos" físicos. Não neles, mas no prédio.

Foram multados, Neymar e Ganso inclusive, com o pagamento de 10 cestas básicas cada.

Fortaleza

Oscar Niemeyer, de 102 anos, deve ter alta da UTI hoje. O arquiteto foi internado na segunda-feira por ter tido um choque circulatório provocado por uma infecção.

Só pensa em voltar a trabalhar.

Mão firme

Antonio Patriota é sério candidato ao Guinness. Na ausência de Celso Amorim, assinou, anteontem, 46 acordos com países da Comunidade do Caribe.

Na frente

João Lara Mesquita lança hoje, em Salvador, seu livro Embarcações Típicas da Costa Brasileira. Como parte da Semana do Saveiro, promovida pela ONG Viva Saveiro. No Terminal Náutico da Bahia.

Com José Luiz de Oliveira Lima de mediador, Eduardo Muylaert, Antonio Gomes Filho e Rodrigo de Grandis debatem o Código de Processo Penal. Hoje, no Instituto dos Advogados.

Começou ontem, com jantar de Tera Queiroz e Fábio Faisal, a festa da SP Arte. Continua amanhã na casa de Eliana Finkelstein. Sábado, é a vez de Daniel Roesler.

O Grupo de Mídia SP festeja amanhã seu novo presidente, Luiz Fernando Vieira.

Adriana Degreas é a nova convidada de Paulo Borges para o SPFW de verão.

Henrique Meirelles debate, segunda, a autonomia do BC. Na Fecomércio.

Pulmão gigante será instalado, amanhã, no Parque das Bicicletas. Com sete salas, sobre... asma, pneumonia, câncer e tabagismo.

Luz no fim do túnel?

Na linha despedida, João Sayad apresentou anteontem, na Secretaria da Cultura, o detalhamento do seu projeto Complexo Cultural da Luz. Mais especificamente, o do Teatro de Dança, tarefa do escritório suíço Herzog & De Meuron. "Estamos suplantado as ações judiciais e assinando contrato. Os arquitetos devem entregar as plantas básicas até o fim do ano", explicou. A partir disto, a obra será licitada.

Comparando a obra a Belo Monte, Sayad lamentou as ações judiciais que a atrasaram - uma delas contra sua pessoa física. "Tive que acionar advogado", lamenta.

No balanço de sua gestão, destacou a Biblioteca de São Paulo: "Está lotada de gente que precisa, de menino descalço, de nariz sujo. Não importa que façam xixi embaixo do computador e joguem DVD um na cara do outro."

Não, Sayad não matou de fome quem foi ouvi-lo. "Vou dar uma coisinha para vocês comerem. Mas quero mesmo é seduzi-los para que o projeto seja de São Paulo e não de uma gestão governamental."

Colaboração

Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br

Gabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

Pedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.br

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