Direto da fonte

O Itamaraty, pra lá de Teerã

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

Qual é, enfim, a estratégia do Brasil ao defender o direito do Irã a desenvolver pesquisas nucleares sem fiscalização internacional? "Nenhuma", resume Roberto Abdenur, ex-embaixador brasileiro em Washington.

O que há é um "espasmo de voluntarismo" de Lula que, segundo ele, "descredencia e abala os projetos de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU".

O contrário do desejado.

Pra lá 2

Abdenur lembra, sobre as sanções impostas ao governo de Ahmadinejad, que elas "são parte de um processo diplomático pacífico", votado pelos membros da ONU.

Manter cautela é razoável, "mas não precisava abraçar" um líder que, entre outras coisas, prega a destruição de Israel, pondera o embaixador.

Pra lá 3

A propósito: foi bastante prática a conversa entre Obama e Hu Jintao - na qual a China admitiu rediscutir sanções ao Irã.

Em troca, os EUA se dispõem a ajudar a China a substituir a importação de 12% de seu petróleo do Irã.

Voando baixo

Henning Dornbusch não pode reclamar da vida. No primeiro trimestre, a BMW Brasil vendeu 92,5% a mais. "É um número irreal, o começo de 2009 foi muito fraco. Mas esperamos fechar este ano com crescimento de 25%", conta.

A razão seria o dólar mais fraco, a incentivar a compra de carro importado? Para Dornbusch, é mais do que isso. "Quando o real se fortalece, o consumidor se sente com poder, mais rico. Mesmo que o preço do carro não tenha mudado muito..."

Dragãozinho

Pesquisa da Fecomércio dá razão às queixas gerais sobre pressão inflacionária: em um ano, o Custo de Vida da Classe Média subiu 4,94%.

Vilã? A saúde. Onde os custos subiram 0,22% nos planos e 0,63% nos serviços médicos e laboratórios.

Centro das artes

Dez obras de Caravaggio - entre elas Judith e Holofernes, a Medusa e Baco - desembarcam na Pinacoteca e em Belo Horizonte ano que vem. A mostra - negociada pela Base 7 Projetos Culturais com o Ministério da Cultura italiano - inclui pinturas de seguidores do renascentista italiano.

Sol redondo?

A relatora do caso Cacciola no STF, Cármen Lúcia, conseguiu: dada a importância do assunto, o pedido de habeas corpus do ex-banqueiro será votado amanhã, pelos 11 ministros - e não só por uma turma, de três membros. Na defesa, o advogado José Luís Oliveira Lima.

Meio do caminho

O governo Lula se convenceu de que o edital de Belo Monte foi insuficiente para atrair investidores que sabem fazer contas.Pelo que se apurou, além de benefícios fiscais, vão entrar facilidades do BNDES.

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