Dior minimiza rumores sobre sucessor de Galliano

A Christian Dior deu de ombros diante do falatório sobre quem pode suceder John Galliano como chefe da grife, enquanto o suplente do ex-estilista-chefe da marca recebeu elogios por seu desfile de moda primavera-verão em Paris e conseguiu enormes vendas a despeito da crise econômica global.

REUTERS

24 de janeiro de 2012 | 11h15

Foi quase um ano atrás que Galliano foi retirado de seu posto no centro das operações de criação da Dior, desencadeando uma busca por um substituto em toda a indústria que gerou muitos nomes promissores, mas nenhum herdeiro à coroa.

O último a causar frisson entre os fashionistas foi o belga Raf Simons, que, de acordo com a revista Women's Wear Daily, iniciou conversas para se tornar o novo diretor de criação da Dior depois que Marc Jacobs descartou a si mesmo do páreo em dezembro.

O executivo-chefe da grife, Sydney Toledano, se recusou a comentar a busca quando foi pressionado pelos repórteres após o desfile de alta costura da Dior, na segunda-feira, preferindo ressaltar as fortes vendas natalinas da marca como prova de que está se saindo bem apesar da incerteza sobre a sucessão.

"As coisas estão indo bem, estamos crescendo, a casa está encontrando sua zona de conforto novamente", declarou. "As vendas do Natal foram muito bem, melhores do que no ano anterior".

Seu comentário deu a entender que o negócio se manteve firme no último trimestre de 2011, depois de a Dior registrar vendas de 919,81 milhões de dólares nos três primeiros trimestres do ano, um aumento de 21 por cento sobre o mesmo período de 2010.

Ao redor da passarela do escritório da Dior em Paris, o clima era igualmente festivo.

A elite da moda, espremida em fileiras estreitas de cadeiras no terceiro andar do edifício, aplaudiu com entusiamos após a exibição de 40 modelos fortemente inspirados pelo tom e pelas variações de luz da fotografia em preto e branco.

O burburinho entre os fashionistas foi mais conciliador em relação ao estilista Bill Gaytten, que tem conduzido as operações de criação da grife desde a demissão de Galliano em março passado.

Em sua segunda passagem pelo evento Dior Haute Couture, Gaytten se atreveu mais com os arquivos da marca, trazendo à cena uma série de saia de seda bufantes que faziam par com jaquetas curtas e encilhadas feitas com seda bordada ou pele de crocodilo preta.

Camadas finas de seda translúcida, ricamente empilhadas para criar uma impressão de nuvem, balançavam soltas à medida que as modelos percorriam a passarela, enquanto dois vestidos de noite adornados com grandes laços puseram os fashionistas a fazer anotações furiosamente.

Também digna de nota foi uma sucessão de grandes vestidos de gala em vermelho e preto brilhantes.

(Reportagem de Nicholas Vinocur e Mathilde Gardin)

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