Christophe Archambault/AFP
Christophe Archambault/AFP

Dior faz desfile em simbiose com a natureza

Grife também homenageou Catherine Dior, que fez parte da Resistência Francesa e foi torturada pela Gestapo

Redação, AFP

25 de setembro de 2019 | 16h39

A Dior fez uma simbiose com a natureza em seu desfile desta terça-feira, 24, em Paris, com estampas florais, tons terrosos, e uma homenagem a Catherine Dior, irmã do estilista francês, membro da Resistência Francesa e jardineira.

No momento em que as mudanças climáticas estão na boca de todos, a marca recriou um jardim com 160 árvores que serão replantadas na capital francesa. Sob suas copas, as modelos desfilaram com chapéus de palha e alpargatas bordadas, além de cabelos com tranças que evocavam inevitavelmente uma das figuras mundiais mais emblemáticas do momento, a jovem ecologista Greta Thunberg.

A diretora artística da Dior, Maria Grazia Chiuri, militante feminista, voltou a revirar os arquivos de Christian Dior, mas dessa vez para prestar homenagem a sua irmã mais nova Catherine, figura principal na vida do famoso estilista francês.

"Catherine não foi esquecida. Mas sempre foi descrita por Dior como uma musa menos do que como uma personalidade. Fez parte da Resistência, foi torturada. Após a guerra se ocupou do jardim para de alguma maneira esquecer o horror vivido", disse Chiuri à AFP antes do desfile.

Catherine Dior foi torturada pela Gestapo e deportada para o campo de concentração de Ravensbrück. Após o fim do conflito, vendeu flores em Paris. "Conseguiu fazer uma carreira com as flores", disse a estilista italiana, criadora da famosa camiseta da Dior com a frase We should all be feminists (todos deveríamos ser feministas).

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