Dinamarca expõe seu design na Pinacoteca

Ele desenhou muitos prédios funcionais e monumentais, mas também fez cinzeiros, maçanetas, talheres, iluminação e móveis para seus interiores. São exatamente as famosas cadeiras de Arne Jacobsen (1902-1971) uma das atrações da exposição Design Dinamarquês 1950 - 2001, que ocupa os salões da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, até o dia 3 de junho. As peças, criadas nos anos 50, ainda hoje exibem frescor. Os modelos The Ant (A Formiga), The Egg (O Ovo), The Swan (O Cisne) e The N.º 7 (O Número Sete) não se cansam de estampar capas de revista de decoração mundo afora. "O design é o orgulho da Dinamarca", avisa Simon Cederholm, vice-cônsul da Embaixada Real da Dinamarca, curador da exposição, que elege Jacobsen como o maior expoente do ramo. A mostra faz parte de uma série de acontecimentos culturais chamados de Eventos Culturais Dinamarqueses, que deverão se estender até o dia 30 de setembro em várias cidades do País. O objetivo é apresentar um pouco da música, pintura, fotografia, cinema, literatura e do design da Dinamarca. A idéia inicial da exposição era reunir apenas a coleção de design da embaixada, mas durante a fase de planejamento outros parceiros aderiram à proposta. A Royal Scandinavia, uma das mais antigas fábricas de design da Dinamarca, doou porcelanas, vidros e talheres para integrarem a mostra. Em novembro, os produtos da Royal Scandinavia serão leiloados na Feira Escandinava, que se realiza anualmente no Clube Pinheiros. A feira é organizada pela Sociedade Beneficente Escandinava Nordlyset e o lucro é destinado a trabalhos sociais, com renda revertida a orfanatos e hospitais. Segundo Cederholm, o design traduz a Dinamarca, "um país moderno, avançado e, ao mesmo, ligado às tradições". "É uma forma de mostrar a importância da colaboração entre a indústria e o artista", acredita o vice-cônsul. Um exemplo, segundo ele, são os aparelhos eletrônicos da Bang & Olufsen, "uma prova de que a alta tecnologia também faz parte do design dinamarquês". Outro ponto forte da exposição são as luminárias de Poul Henningsen (1894-1967). "Ele fez luminárias em pétalas para cultivar a luz", explica o curador. Com suas peças, Henningsen fez experimentos para tornar a luz branca e dura um pouco mais fraca. E domou a luz elétrica. As porcelanas da Royal Copenhagen também prometem encantar o visitante. Há peças de 1775, mas cujos desenhos (originalmente feitos à mão) ganham novas versões e estampam até conjuntos para sushi. Design Dinamarquês 1950 -2001. De ter. a dom., das 10 h às 18 h, na Pinacoteca (Praça da Luz, 2, tel.: 228-1148). Até 3 de junho. Ingresso: R$ 5.

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