Presidência do México/ EFE
Presidência do México/ EFE

DiCaprio, governo mexicano e o empresário Carlos Slim se unem para salvar espécie ameaçada

As populações de toninhas, conhecidas como vaquita, diminuíram devido à pesca de arrasto de camarão e totoaba

Dave Graham, Reuters

08 de junho de 2017 | 12h36

O governo do México, o magnata mexicano Carlos Slim e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio revelaram na quarta-feira, 7, um plano para proteger uma pequena toninha que habita o Golfo da Califórnia e que se tornou um símbolo contundente das espécies animais correndo risco grave de extinção.

As populações de toninhas conhecidas como vaquita diminuíram muito devido à pesca de arrasto de camarão e totoaba, uma iguaria popular na Ásia, despertando clamores crescentes por uma ação.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, se encontrou com DiCaprio e Slim em sua residência oficial na Cidade do México para assinar um memorando de entendimento se comprometendo a preservar a vida marinha no Golfo da Califórnia, incluindo a vaquita.

Atualmente há menos de 30 vaquitas vivendo na natureza, informaram as fundações de Slim e DiCaprio em um comunicado.

O acordo chega menos de um mês depois de o astro de Hollywood pedir a seus fãs nas redes sociais para exortarem Peña Nieto a salvar a vaquita, o que levou o presidente a usar o Twitter para garantir ao ator que o México está fazendo tudo que pode para proteger a espécie.

Segundo o memorando, os signatários se comprometem a tornar permanente uma proibição temporária de pesca de arrasto nas águas que abrigam a vaquita e a intensificar os esforços para combater o uso de redes de arrasto ilegais, além de processar a pesa ilegal e a coleta de totoaba.

O plano ainda inclui o compromisso de proibir a pesca noturna na parte superior do Golfo da Califórnia e na área reservada à vaquita, além de fazer vigorar o acesso limitado e os pontos de saída para a pesca na região, entre outras medidas.

No último mês 200 mil pessoas assinaram a petição encaminhada por DiCaprio a Peña Nieto para salvar a vaquita, informou a entidade World Wildlife Fund.


 

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