Dias de estrela internacional, mas é só na ficção

Cláudia Abreu vive a atriz Pamela Parker, celebridade norte-americana de 'Geração Brasil', nova novela das 7

João Fernando, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2014 | 02h09

RIO - Nos próximos meses, Cláudia Abreu estará imersa no universo tecnológico de Geração Brasil, nova novela das 7 da Globo, com estreia marcada para amanhã. Na vida real, entretanto, a atriz prefere ficar desplugada.

"Não tenho nenhuma rede social. No tempo que me resta, prefiro um livro, outras coisas. Adoro falar por e-mail, acho prático falar por mensagem, estou sempre com o celular. Não existe um preconceito, é que não tenho tempo. No tempo que me resta, quero ir ao cinema, dormir, conversar com meu marido, tomar um vinho. Não quero ficar na internet curtindo foto sem parar", disse ao Estado.

Para ela, as redes sociais fomentam uma ilusão. "Você fica numa histeria de uma aparente felicidade, que eu não acredito. Todo mundo é feliz, incrível. Tem as viagens, as fotos. É um exercício da egotrip. É muita egotrip para minha cabeça."

Na trama, escrita por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, Cláudia será Pamela Parker, uma estrela de Hollywood, filha de um norte-americano magnata da comunicação, vivido por Luis Carlos Miele, e de uma brasileira, já morta na história. Entre as tragédias na vida da atriz fictícia, está a morte do primeiro marido, com quem teve Megan (Isabelle Drummond). Quando a novela começa, a personagem está casada com o protagonista, Jonas Marra (Murilo Benício), uma espécie de Steve Jobs brasileiro, que fez fortuna nos EUA, onde o elenco gravou as primeiras cenas.

"Eles são um Casal 20. Ela é uma atriz, teve grande sucesso em um seriado, foi um ídolo adolescente. Na verdade, ela sempre foi famosa", explica. Cláudia conta que Pamela terá momentos de exagero. "A vida dela sempre foi um reality. Por isso, achei interessante que ela não tivesse um tom naturalista normal. Ela tem a atmosfera de alguém que está sempre sendo filmada. Mesmo que a fama para ela seja natural, ela não sabe o que é não estar ligada a uma personagem.  É como se ela não tivesse nenhum tipo de contato com a realidade normal, ser uma pessoa que vai à padaria. É tudo no mundo cor de rosa, como se fosse uma princesa da Disney no mundo normal."

Nos primeiros capítulos, Jonas tem problemas nos negócios, retorna ao Brasil para procurar seu sucessor na empresa de tecnologia e traz a família. "Como a mãe é brasileira, tem afeto pelo País, Pamela fala bem português. Ela se sente brasileira e vai ficar naquela situação da gringa que acha que é tão brasileira quanto os brasileiros. Ela diz que é a mineira do acarajé, vai sambar e achar que está arrasando. O humor dela vem disso também. Pelo fato de a mãe e do marido brasileiros, ela poderia não ter sotaque. Mas é impossível, pois a graça dela está em cima da gringa."

Quando o núcleo chegar ao País, a família de protagonistas se manterá nos holofotes. A atriz, que começou na TV em uma época de menos assédio, desconversa ao falar sobre a nova geração de suas colegas de profissão, cercadas de empresários e assessores de imprensa com estratégias de divulgação. "Não gostaria de falar para não ser preconceituosa. As coisas acontecem de acordo com a época. Elas chegaram em uma realidade diferente. Quando eu cheguei, não existiam os sites (de celebridades). Hoje, você tem de se cuidar mais, pois tem menos controle da sua imagem. Imagino que essa seja a preocupação delas."

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