Diana disse precisar de casamento como de 'irritação no rosto'

Uma das melhores amigas da princesaDiana afirmou nesta segunda-feira que ouviu dela dias antes doacidente de carro que a matou ao lado do namorado, Dodial-Fayed, que precisava de um casamento como tanto quanto de"uma irritação no rosto". Lady Annabel Goldsmith, 73, afirmou que nunca poderia seesquecer daquelas surpreendentes palavras porque essa foi umadas últimas coisas que Diana disse antes de morrer no acidenteocorrido em agosto de 1997, em Paris. Como o relacionamento da princesa com Dodi eram assunto emtodos os jornais, Goldsmith perguntou-lhe por brincadeira:"Você não vai fazer nenhuma loucura, vai? Uma loucura como secasar de uma hora para outra?". Segundo Goldsmith, Diana respondeu: "Annabel, eu preciso deum casamento tanto quanto de uma irritação no rosto". Mas a princesa confirmou à época estar "vivendo um momentomaravilhoso e que nunca tinha sido tão mimada", relatou atestemunha. Questionada sobre como interpretou a frase da princesa,Goldsmith respondeu: "Aquilo significava que ela não pretendiacasar-se com Dodi." "Ela podia estar vivendo um momento maravilhoso -- e eutenho certeza de que estava --, mas a frase dela sobre airritação no rosto significava que não passava pela cabeça delacasar-se." O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, dono da luxuosa loja dedepartamentos Harrods, em Londres, diz que Diana e seu filhoforam mortos pelo serviço secreto da Grã-Bretanha por ordem dePhilip, marido da rainha Elizabeth 2a e pai do príncipeCharles, ex-marido de Diana. Segundo Fayed, o assassinato teria ocorrido porque afamília não desejava ver a mãe do futuro rei tendo um filho deDodi. E Fayed diz que o corpo de Diana foi embalsamado paraencobrir o fato de ela estar grávida. A investigação sobre as mortes ouviu também que ospoliciais franceses encarregados de avaliar o fato nuncasugeriram que as mortes fossem algo mais do que a consequênciade um trágico acidente. O superintendente chefe dos detetives Jeff Rees, hojeaposentado e à época o oficial encarregado de manter em contatoa polícia de Paris e a de Londres, disse ter feito essapergunta todas as vezes que se reuniu com os investigadoresfranceses. Ele afirmou ter ouvido sempre a mesma resposta: "Um 'não'bastante seguro." A investigação atual, que pode durar até seis meses, ocorredepois dos inquéritos das polícias da Grã-Bretanha e da Françasobre o caso. Esses dois inquéritos chegaram à conclusão de que Diana eDodi morreram porque o motorista deles, Henri Paul, estavabêbado e dirigia em alta velocidade.

PAUL MAJENDIE, REUTERS

17 de dezembro de 2007 | 15h26

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