Diamante, o melhor amigo do milionário, que põe arte em 2o plano

Uma série de negócios espetacularesenvolvendo diamantes ocorrida na semana passada revelou que osmilionários do mundo ainda estão dispostos a gastar. Isso tranquilizou especialistas, alarmados com o fracassode um leilão de arte que chegou a ser considerado um indício deretração econômica. O temor de que os mais ricos pudessem estar vulneráveis àcrise de crédito ganhou fôlego quando uma paisagem de Vincentvan Gogh acabou sem comprador em um leilão da Sotheby's.Esperava-se que a obra recebesse lances de até 35 milhões dedólares. Já a Christie's vendeu um raro diamante vermelho por 2,6milhões de dólares, um recorde, e o fundador da Guess Jeans,Georges Marciano, comprou um grande diamante branco por 16milhões de dólares --a segunda pedra preciosa mais cara jácomercializada em um leilão. "Com o espectro de uma recessão econômica pairando sobre osEUA, os resultados desencontrados desses leilões podem indicaruma correção e dar o tom do mercado no futuro", comentou o siteArtprice.com, que agrega dados de leilões. A decepção na Sotheby's pode indicar apenas uma correção depreços ou ainda que virá uma nova onda, já que as pinturasimpressionistas estão sendo menos demandadas, comentaramespecialistas. Logo após o leilão frustrado, a própria Sotheby's realizounovo pregão, o de maior sucesso envolvendo arte do pós-guerra:uma escultura de Jeff Koons alcançou 23,56 milhões de dólares euma tela de Francis Bacon chegou a 46 milhões de dólares. Economistas fazem o acompanhamento de preços de iates,pinturas e jóias para avaliar a perspectiva de venda de bens deluxo. As pessoas mais ricas do mundo detêm cerca de 670 bilhõesde dólares em itens colecionáveis, de acordo com relatório daCap Gemini/Merrill Lynch. Isso representa apenas 1,8 por centoda fortuna delas, mas dá uma dica do potencial desse mercado. Negociadores de diamantes afirmam que nada mudou no cenárioque tem impulsionado os preços das jóias, incluindo osurgimento de número expressivo de milionários no Oriente Médioe na Rússia em decorrência da alta do preço do petróleo.

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