Dez anos sem Haroldo de Campos

O grande momento da homenagem que está sendo preparada para o crítico, tradutor e poeta Haroldo de Campos (foto) nos 10 anos de sua morte é a criação de um programa de bolsa para pesquisadores e tradutores de sua obra. O edital só será publicado mais para o fim do mês, mas a informação é de que serão concedidas três bolsas por ano - com duração de três meses e valor mensal de R$ 3.500. Esta é apenas uma das iniciativas do Centro de Referência Haroldo de Campos, coordenado por Simone Homem de Mello. Ao longo de 2013, na Casa das Rosas, instituição que abriga a biblioteca do homenageado, serão organizados, dentro da programação 10-100-H (Dez Anos sem Haroldo), cursos, palestras, concertos e saraus. Está previsto ainda o lançamento de uma revista on-line e, claro, de livros. A Perspectiva publica Da Transcriação, coletânea de textos inéditos em livro sobre tradução literária, com organização de Ivan de Campos, Marcelo Tápia e Thelma Nóbrega. E também A (Re)Operação do Texto (versão ampliada de A Operação do Texto, de 1976). Já a Iluminuras relança A Educação dos Cinco Sentidos (1985). As edições terão o apoio do Centro. Enquanto isso tudo é formatado, a instituição aguarda a finalização do processo de aquisição da correspondência que Haroldo manteve com o filósofo alemão Max Bense e a semioticista Elisabeth Walther Bense - importante peça para a difusão da poesia concreta na Europa e da semiótica no Brasil. Espera também a doação da coleção bibliográfica de poesia concreta e poesia japonesa de L.C. Vinholes.

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2013 | 02h06

EVENTO

Passagem relâmpago por SP

María Dueñas, a Ph.D. em filologia inglesa que virou escritora best-seller com o romance O Tempo Entre Costuras, famoso entre mulheres, vem ao Brasil em março para divulgar seu segundo livro - A Melhor História Está Por Vir. Ambos foram publicados pela Planeta. A espanhola estará em São Paulo entre os dias 3 e 5 e deve participar de bate-papo em alguma livraria - a ser definida. Nesse tour, passará ainda pela Argentina, México e Colômbia. Não é sua primeira visita ao País.

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Ela veio em 2010 e participou de debate sobre o seu livro de estreia com a historiadora Mary Del Priore e com Laura Greenhalgh, editora executiva do Estado.

DIGITAL

Nemo na Apple

A Nemo, editora de quadrinhos do Grupo Autêntica, acaba de disponibilizar na Apple seus primeiros 17 títulos em formato digital. Segundo Arnaud Vin, responsável pela área no grupo mineiro, essas são as primeiras HQs em português à venda lá. A opção por se lançar neste mercado a partir da Apple tem relação com a qualidade de leitura de quadrinhos no iPad, tido como o melhor dispositivo para tal. Logo os títulos estarão na Amazon também.

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Outros e-books estão sendo preparados, mas entre os que abrem o catálogo estão 20.000 Léguas Submarinas, Boule & Bill - Ao Ataque, Dom Casmurro e Macbeth.

MERCADO

Da arte ao livro técnico

Jaime Mendes, que deixou a Cosac Naify em dezembro, como adiantou esta coluna, é o novo diretor comercial e de marketing do Grupo Gen, dono das editoras Forense, Guanabara, entre outras. O grupo tem forte presença no promissor segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional), um dos que mais crescem no País, segundo pesquisa da Fipe. Em 2011, o segmento faturou

R$ 910 milhões, 23% a mais do que em 2010.

INTERNACIONAL

Esquerda e populismo

Vai sair na Polônia, pela editora Le Monde Diplomatique, ainda este ano, A Nova Toupeira, livro em que Emir Sader trata da esquerda latino-americana. A editora também manifestou interesse em lançar lá A Política do Precariado - Do Populismo à Hegemonia Lulista, do professor de sociologia da USP Ruy Braga. Os dois títulos saíram aqui pela Boitempo.

JUVENIL

Ana Maria para adolescentes

A Alfaguara promete para este semestre o início da edição dos títulos juvenis de Ana Maria Machado. Para inaugurar a série, em abril, relança Do Outro Lado Tem Segredos, de 1979, com ilustrações de Renato Alarcão. No segundo semestre, sai o inédito Enquanto o Dia Não Chega, que se passa no século 17 nas ruas de Lisboa, nas savanas africanas e nos engenhos de açúcar daqui.

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