MARIANA ROVEDA
MARIANA ROVEDA
Imagem João Wady Cury
Colunista
João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Desmonte de peças portenhas

O diretor argentino Matías Feldman e seu grupo, a Compañía Buenos Aires Escénica, são sensação no teatro em Buenos Aires com montagens provocativas, imbuídas de crítica, humor e cinismo. Agora lançam uma novidade para aquecer seu processo criativo: um workshop para desmontar as seis peças lançadas nos últimos anos, chamadas Pruebas (Provas). “A ideia de criarmos o workshop é fazer a desmontagem de cada uma das ‘provas’ para repassarmos a forma como chegamos a elas, suas hipóteses, procedimentos, conclusões e, certamente, novas perguntas irão surgir desse processo”, conta Feldman. O Proyecto Pruebas (Projeto Provas) ocorrerá no fim de outubro, nos dias 22, 24, 29 e 31.

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 02h00

TEATRO A TODA PROVA 

As seis peças da Compañía Buenos Aires Escénica que serão usadas no encontro a ser realizado na Capital argentina abordam, cada uma, um tema diferente: O Espectador (Prova 1), A Desintegração (Prova 2), As Convenções (Prova 3), O Tempo (Prova 4), O Ritmo (Prova 5), que teve duas apresentações no Mirada há duas semanas, e Hyperlink (Prova 7). Imperdível para quem puder participar.  

 

BORGES SOBE AO PALCO 

Argentinos again. O Imortal, conto que abre o livro O Aleph, de 1949, do escritor argentino Jorge Luis Borges, ganha nova versão para a cena pelas mãos do coletivo Irmãos Guimarães, como é conhecida a dupla de diretores Adriano e Fernando, de Brasília. A dramaturgia é de Adriano Guimarães e Patrick Pessoa e a atriz Gisele Fróes atuará como a mulher que recebe de um antiquário os seis volumes da tradução inglesa da Ilíada, de Homero. Dentro do sexto volume, ela descobre um manuscrito escondido. A estreia está prevista para 26 de outubro no Sesc Avenida Paulista. 

  

MUITO MAIS TENNESSEE 

Nova montagem baseada em obra do dramaturgo Tennessee Williams estreia no Sesc Ipiranga dia 5. Réquiem para o Desejo é a versão de Alexandre Dal Farra de Um Bonde Chamado Desejo, que será dirigida por Ruy Cortez e, no elenco (foto acima), Gilda Nomacce, Ondina Clais, Jorge Emil e Marcos Suchara. “O que me encantou foi ‘estragar’ aquele universo a um só tempo concreto e lírico, brutal e delicado, idealista e violento, de Tennessee”, diz Dal Farra. “Invertê-lo, desorganizá-lo à ótica de hoje e rebaixá-lo para uma impossibilidade real daquilo com que Tennessee parece de alguma forma sonhar.” 

MINAS CÊNICAS 

Três anos depois da primeira edição está de volta o Multicidade – Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas, no Rio de Janeiro, de 9 a 13 de novembro. A ideia é bonita: discutir o fazer artístico e o posicionamento das artistas na sociedade. A cena também estará agitada com produção teatral contemporânea e multimídia: espetáculos, oficinas, palestras e performances. A ativista Jill Greenhalgh, do País de Gales, fundadora da rede internacional The Magdalena Project estará no evento para promover encontros durante cinco dias com mulheres artistas, suas histórias pessoais e vivências na maternidade e como filhas. No último dia do festival será apresentada a Daughter, como resultado do trabalho.

Mais conteúdo sobre:
teatro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.