Deslumbrante, apesar da maquiagem

Como, desse imbróglio todo, saiu um filme tão bom é a pergunta que não quer calar sobre O Senhor do Labirinto. Gisella de Mello acusa Geraldo Motta de "menosprezar o trabalho de todos e a totalidade da obra". Ele argumenta que ela codirigiu, mas, sempre que houve choque de opiniões no set, prevalecia a palavra dele.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2010 | 00h00

O filme discute os limites entre (in)sanidade e arte, a partir do caso de Artur Bispo do Rosário. Gênio ou louco? Quem primeiro percebe a genialidade e o sublime da arte que ele produz na colônia Juliano Moreira é o enfermeiro/carcereiro. Há uma cena deslumbrante, a Pietà, quando Irandhir Santos acolhe em seus braços o agonizante Bispo (Flávio Bauraqui). O envelhecimento dos personagens, por meio de uma maquiagem falsa, prejudica o impacto.

"Imaginava que sendo um estúdio de finalização e sócio do filme, o Mega poderia ter amenizado digitalmente, já que não nos permitiram contratar os profissionais que indicamos, mas vamos levar para o túmulo esta falha que pode prejudicar o filme em festivais sérios", ela avalia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.