Desenho da Pixar inaugura mostra do Festival de Cannes

Começa hoje o Festival de Cannes, o maior evento de cinema do mundo. Fora de competição, a animação da Pixar, Up, de Peter Docter, inicia a 62ª edição do festival, que este ano terá um caráter de adeus. No dia seguinte à atribuição da Palma de Ouro no dia 25, o palácio do festival - o ?palais?, ou bunker, como é chamado, será fechado para reforma. Um novo ''palais'' será apresentado em 2010.

AE, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 09h17

Entre Un Prophète (O Profeta), de Jacques Audiard, e Antichrist (O Anti-Cristo), de Lars Von Trier, Deus e o Diabo na Croisette, a seleção do festival de 2009 é sob medida para dar dor de cabeça à presidente do júri, a atriz Isabelle Huppert. Duas vezes vencedora do prêmio de melhor atriz neste festival - por Violette Nozière, de Claude Chabrol, e A Pianista, de Michael Haneke -, Isabelle terá de avaliar o novo filme do segundo, que integra a seleção oficial. Le Ruban Blanc, como todo filme de Haneke, chega a Cannes precedido de expectativa.

Alain Resnais participa da competição com Les Herbes Folles. Há 50 anos, nos primórdios da nouvelle vague, ele ganhou o prêmio da crítica com um dos filmes-faróis do cinema moderno, Hiroshima, Meu Amor. Desde então, Veneza foi bem mais sensível à grandeza de Resnais. Será chegada agora a hora da justiça ?cannoise? a um dos maiores do cinema? O problema é que Cannes também deve uma Palma de Ouro a Pedro Almodóvar e Pedrito está de volta à Croisette disposto a ganhar o prêmio, que reclama há anos, com Los Abrazos Rotos. Quatro vencedores adorariam bisar suas Palmas - o citado Lars Von Trier e também Ken Loach, que volta à competição com Looking for Eric; Jane Campion, que concorre com Bright Star; e Quentin Tarantino, que chega em clima de já ganhou com seu épico de guerra estrelado por Brad Pitt, Inglorious Basterds.

O filipino Brillante Mendoza e o franco-argentino Gaspar Noé podem fazer barulho com Kinatay e Enter the Void (De Repente, o Vazio). E o que dizer do italiano Marco Bellocchio (Vincere), dos coreanos Park Chan-wook (Bak-Jwi, Beba, Este É Meu Sangue) e Johnny To (Vengeance, Vingança) e dos chineses Ang Lee e Tsai Ming-liang, que concorrem com Taking Woodstock e Visage (Rosto)? Vários países estão conseguindo bisar e até cravar três concorrentes. A vertente chinesa divide-se entre a China, propriamente dita, e também Hong Kong e Taiwan. A França, dona da casa, além de Resnais e Audiard, concorre com À l?Origine, de Xavier Giannoli. A Espanha, além de Almodóvar, traz também Isabel Coixet, uma habitué de grandes festivais, com Map of the Sounds of Tokyo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Confira a lista de concorrentes:

À L?origine, de Xavier Giannoli;

Antichrist, de Lars Von Trier;

Bak-Jwi, de Park Chan-wook;

Bright Star, de Jane Campion;

Chun Feng Chen Zui de Ye Wan, de Lou Ye;

Le Ruban Blanc, de Michael Haneke;

Enter The Void, de Gaspar Noé;

Fish Tank, de Andrea Arnold;

Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino;

Kinatay, de Brillante Mendoza;

Les Herbes Folles, de Alain Resnais;

Looking For Eric, de Ken Loach;

Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodóvar;

Map Of The Sounds Of Tokyo, de Isabel Coixet;

Taking Woodstock, de Ang Lee;

The Time That Remains, de Elia Suleiman;

Un Prophète, de Jacques Audiard;

Vengeance, de Johnnie To;

Vincere, de Marco Bellocchio;

Visage, de Tsai Ming-lian.

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