''Desejo de celebrar uma cidade que ama e ri''

Perfil[br][br]Elizabeth Diller. Arquiteta

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

O escritório que reúne os arquitetos norte-americanos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio (mulher e marido) e seu sócio Charles Renfro (que se juntou a eles em 2004) é o responsável por "abrir o Lincoln Center para a rua", com novo projeto de renovação do afamado sítio cultural nova-iorquino. Também são autores do Boston Institute e The Blur Building.

Ao aceitar as regras para projetar um museu num dos bairros mais famosos do planeta, Copacabana, a elegante Elizabeth Diller conta que o que predominou foi a ideia de um museu feito por um conceito, de certa forma, "pós-Cidade de Deus", o filme que abriu uma nova visão do Rio para estrangeiros, e o desejo de celebrar a "cidade que ama e ri e tem as referências do samba e do corpo".

Um tanto parecida com Susan Sontag, sóbria e charmosa, a arquiteta diz que seu trabalho consiste em, principalmente, imaginar espaços utilizáveis, sejam eles teatros ou áreas urbanas. "Eles são muito maleáveis, muito arejados e principalmente dão respostas muito rápidas", elogia a secretária de Cultura do Estado do Rio, Adriana Rattes.

A maleabilidade fez com que reconsiderassem suas próprias propostas anteriores para o projeto: inicialmente, pensaram em um edifício vertical de altura muito acima às regras do edital, e também em uma "geringonça mecânica que se projetaria sobre o calçadão, em movimento pelo espaço aéreo". No fim, optaram pelo dinamismo básico.

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