Shannon Stapleton/Reuters
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Depois de quimio, Michael Douglas fará papel de Liberace

Ator diz que está feliz por estar conseguindo falar, depois de um ano de 'adversidades'

REUTERS

30 de novembro de 2010 | 17h44

Após concluir o tratamento de quimioterapia para combater um câncer de garganta, Michael Douglas já se prepara para seu próximo filme, no qual fará o pianista ícone Liberace.

O ator de 66 anos disse ao Hollywood Reporter em entrevista publicada na terça-feira que está feliz por estar conseguindo falar, depois de um ano de "adversidades" no qual descobriu que tinha câncer de garganta de estágio quatro, seu filho Cameron foi condenado à prisão por tráfico de drogas e sua ex-mulher o processou para ter direito a seus lucros com a sequência de "Wall Street".

"Com minha saúde, a prisão de meu filho, minha ex-mulher e o processo, estou tão feliz por simplesmente poder estar aqui, conversando com vocês", disse ele à publicação.

Douglas afirmou que apenas em janeiro saberá se o tumor em sua garganta foi eliminado, mas descreveu a quimioterapia como um "inferno". Apesar disso, ela o aproximou de seu pai, o ator Kirk Douglas, de 93 anos, com o qual brigou no passado.

"Ele vinha me ver todos os dias. Foi maravilhoso", disse Douglas.

Agora ele se prepara para o papel-título na cinebiografia de Liberace, dirigida por Steven Soderbergh e que deve começar a ser rodada em maio e junho. Para o filme, Douglas terá que usar próteses especiais e estudar música.

"Tenho várias fitas de suas apresentações", disse Douglas ao "Hollywood Reporter". "Minha cabeça está aberta. Tudo me indica que Liberace foi um homem maravilhoso; quero apenas reconfirmar isso."

Sobre o apoio de sua mulher, Catherine Zeta-Jones, ele falou: "Sou uma dessas pessoas que, quando está doente, quer apenas se isolar em um canto. Não gosto de ter muita gente à minha volta. Não há nada que você possa fazer para ajudar. Catherine tem sido compreensiva, felizmente."

E ele falou que ainda está se esforçando para aceitar o câncer.

"Ainda não digeri isso direito, na realidade", disse Douglas. "Quando olhei as estatísticas, não pensei nisto como questão de vida e morte; pensei apenas que era uma doença a ser superada. Ou seja, não mergulhei até o fundo de minha alma para ver o que conseguiria enxergar."  (Reportagem de Christine Kearney)

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