‘Demos um colorido naqueles dias cinzentos de ditadura’

Gerson Conrad fala sobre a importância do grupo

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2013 | 11h56

Vocês sofreram perseguições da ditadura?

Vivíamos nos anos de 1973 e 1974, no auge do AI-5, em que a repressão e repreensão militares ditavam as regras da ditadura, e o grupo acabou por dar um colorido naqueles dias cinzentos e militarescos. O Secos & Molhados não confrontava diretamente o momento político. Sofremos mais com a censura, tanto nas letras quanto em nossa performance e visual. Mas não sofremos nenhum tipo de ameaça ou uso de força.

O que você enxerga de influência dos Secos & Molhados hoje?

O Secos & Molhados deixou e tem deixado suas marcas e influências até os dias de hoje. Certamente influenciamos muitos grupos que beberam e ainda bebem em nossa fonte.

Você conta que o Secos & Molhados quase foi um octeto, como os Titãs, mas os outros músicos não toparam, ficaram como contratados. Devem ter se arrependido um bocado, não?

Não posso responder por todos. Contudo, quanto a Marcelo Frias, que, num primeiro momento, quis integrar o grupo, tanto que está na capa do primeiro LP, ele em seguida preferiu a segurança de ser assalariado. Certamente se arrependeu.

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