Demitidos fazem concerto

Desde dezembro de 2010 sem tocarem juntos, os 44 músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira fazem uma espécie de concerto-protesto hoje, do qual participarão também colegas das sinfônicas do Teatro Municipal e da Petrobras, solidários à sua decisão de não aceitar mais o nome do maestro Roberto Minczuk nos postos de diretor artístico e regente titular.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2011 | 00h00

O concerto será às 19 horas, na Escola Nacional de Música, da UFRJ. Professores e alunos apoiam a causa dos músicos desde o início do crise, desencadeada pela imposição de uma avaliação de desempenho. O repertório terá Carlos Gomes, Villa-Lobos e Beethoven.

"Vai ter muita gente de pé", aposta o violinista Luzer Machtyngier, representante do conjunto nas negociações. As conversas se encerraram na segunda-feira, o que deixou a orquestra pela metade, com naipes extintos ou desfalcados.

A solista Cristina Ortiz, que participaria hoje de um concerto com a orquestra, mas cancelou no início do mês por se alinhar aos instrumentistas, contou que o maestro havia interferido na escolha de seu repertório, normalmente uma prerrogativa dos convidados. "É tudo por poder, vaidade. Não há mais possibilidade de eles tocarem com Minczuk", disse na quinta.

Os músicos estão chamando a apresentação de Concerto por Justa Causa. Eles usarão camisetas com a inscrição "SOS OSB". "As pessoas foram se oferecendo, numa espécie de mutirão. Essa luta não é só deles, é pela cultura da cidade e do País", diz a violista do Municipal, Jesuina Passaroto.

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