Delicadeza e romantismo na grife Isabela Capeto

A estilista Isabela Capeto deu início à programação do último dia deSPFW, com uma coleção inspirada nas fotos de dois artistas africanos,Seydou Ketta e Malick Sioibê, que retrataram a moda da região de Mall,nos anos 60, a partir de cenas do cotidiano. Para abrigar as criaçõesda estilistas, a sala 4 foi revestida por paredes de madeira, com trêsdegraus. Nos dois primeiros, sentaram-se os convidados. As modelosentravam estrategicamente pelo terceiro andar, por trás do público. Depois desciam e andavam em círculo pela passarela, embaladas ao som deum repertório dos séculos 16 e 17 executado pelo músico GuilhermeCamarmo, que tocava ao vivo um instrumento renascentista chamadoArquialaúde. Todas as sutilezas refletem o espírito da coleção deIsabela, extremamente delicada, romântica e autoral.Era como se cada look contasse uma história. E realmente contavam, daescolha dos tecidos, aos bordados, estampas e formas. A estilistaaposta em modelagens soltas, como nos vestidos de seda com forro dealgodão ou malha, nas belas saias, às vezes com babados, e batasafricanas. Outros destaques são os jeans e a jaqueta dupla-face.Isabela também abusa de tons vivos como amarelo, verde e vermelho, alémde rebordados e botons.Em contraponto ao romantismo africano surgem o grafismo e a streetart, que aparece nos bordados de metal, fitas de gorgurão e miçangas,tornando a moda de Isabela urbana e contemporânea. Na primeira fila,Preta Gil conferia atenta a coleção da grife. "Adorei tudo,especialmente os bordados e as formas", comentou a cantora.Veja Galeria

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