Décio por Augusto

A pedido do Estado, o poeta Augusto de Campos relembra o amigo Décio Pignatari, também poeta e tradutor, morto no domingo:

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2012 | 02h10

"Décio era um extraordinário poeta e pensador. O maior poeta-inventor da minha geração, e um dos maiores da literatura de língua portuguesa de todos os tempos. Radical adversário da 'geleia geral', nunca recebeu prêmio nenhum por seu trabalho. Incomodava universidades e academias.

Apesar de amplamente reconhecido como um dos fundadores da poesia concreta, era muito mais do que isso e morre - Oswald da minha geração - incompreendido e injustiçado como esse.

Não me convence o pós-blablablá de inimigos e pós-amigos de última hora que sempre hostilizaram a poesia de ponta e agora põem a cabeça de fora. Lembro do que Maiakovski escreveu sobre Khlébnikov: 'Onde estava essa gente enquanto ele vivia?' O Brasil das sobras nem imagina o que perdeu. O filtro do tempo vai ensinar."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.