Deborah Colker leva platéia de Joinville ao delírio

A Companhia Deborah Colker levou a platéia de Joinville ao delírio, na noite de sexta-feira no Centreventos Cau Hansen, no penúltimo dia do 18.º Festival de Dança de Joinville. Eram cerca de cinco mil pessoas que aplaudiam no meio do espetáculo e no final, todos levataram-se no mesmo momento para aplaudir de pé com a moçada sapateando com os pés no chão de madeira. "Só em Ouro Preto, durante o Festival de Inverno de 1998, nós dançamos para um público tão grande", disse Deborah ao final. "Mas foi ao ar livre, em teatro fechado assim, nunca. Foi maravilhoso, foi muito bom." As meninas de Moscou que haviam se apresentado antes faziam roda em torno de Deborah para pedir um autógrafo e conversar com a ajuda do tradutor.Elas apresentaram-se antes, com a coreografia Lanterna Mágica, de Nicolai Ogryzkov, diretor da da Escola de Danças Contemporâneas de Moscou. Ali o tom era outro, destacando a singeleza das meninas de 12 a 15 anos brincando com um imenso plástico transparente. O palco do teatro era grande demais para elas. Rota, uma coreografia de 1997, começa com um reconhecimento do espaço do palco, como define Deborah. As bailarinas usam um vestido lindo, comprido até o joelho, rodado, de alcinhas, cores mansas. São movimentos de dança, mas com estilo de ginasta, ou vice-versa. É super-ágil, divertida, cheia de novidades, como um adolescente num parque de diversões. E uma mistura de movimentos da dança clássica, do jazz, entre outras. Rota é como um parque de diversões. Foi passeando na Disney com os filhos que Deborah teve a idéia de criar essa coreografia. Por isso a roda gigante que entra na segunda parte do espetáculo. E as escadas. A partir daí, o objetivo deixa de ser a ocupação do espaço e passa a ser a exploração do espaço, a conquista do ar. "Esses são conceitos importantes da dança contemporânea", diz Deborah. Refletem o trabalho com o peso, o volume, o equilíbrio, a geometria.Na segunda parte muda o ritmo. Se antes imperavam os movimentos ligeiros, agora é a vez dos lentos. O vestuário é mais malha e menos vestido. E o equilíbrio domina a cena.

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