Débora Falabella mostra talento também no teatro

Débora Falabella está em todas. Por incrível que pareça, Dostoievski também. Estréia hoje na cidade Noites Brancas, peça que, assim como Nina, é baseada na obra do escritor russo. No cinema, Débora é Carolina no filme A Dona da História. Na tevê, ela interpreta a rica e moderna Maria Eduarda na novela Senhora do Destino. "Tenho tendência a viver os personagens por fases", reflete ela. "Esse é o momento das mocinhas sonhadoras." Ela voltou seus olhos para Minas no momento de pisar novamente no palco. Foi buscar em Belo Horizonte, sua cidade natal, a equipe de criação de Noites Brancas a partir da diretora Yara de Novaes, da Cia. Odeon, responsável pela criação de montagens como Ricardo 3º e O Coordenador. Partiu de Yara a sugestão de texto. "Eu não tinha lido Dostoievski e foi ótimo, porque dizem que Noites Brancas é uma boa forma de iniciação à sua literatura", diz Débora. Yara, por sua vez, trouxe para a contracena o ator mineiro Luiz Arthur e o premiado cenógrafo André Cortez. "Apesar de ter atuado pouco em palco, Débora vem de uma família de artistas e traz consigo pulsação teatral." Sua personagem é uma menina muito pobre que vive literalmente grudada na saia - por meio de um alfinete - da avó cega. Numa noite em que ela chora sobre uma ponte, encontra um jovem sonhador, quase tão pobre quanto ela, cuja vida é só devaneios: ele não tem um amigo sequer, nem família. Trancado em seu quarto, imagina aventuras amorosas. A partir desse encontro, tem início uma relação entre eles. "Desde a primeira leitura fiquei atraída por esse universo de pessoas que têm tão pouco e sonham tanto. Mas me encanta nela, especialmente, o lado prático: ela vai buscar saída." Noites Brancas. Dir. Yara de Novaes. 70 min. Livre. Teatro Vivo (282 lug.). Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, 3188-4147. Sáb., 21h; dom., 18h. R$ 40. Até 12/12. Estréia hoje, para convidados

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