Debatedores participam e usufruem

Todos os cinco palestrantes convidados pelo Estado para debater a Virada Cultural costumam frequentar o evento. As atrizes Patrícia Barros e Mariana Senne estarão trabalhando nos palcos no instante da Virada. O professor José Guilherme Magnani, da USP, afirma que vai procurar "dar uma olhada em alguma coisa do evento".

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2010 | 00h00

Alexandre Youssef coordena o grande assédio à banda Sua Mãe, do ator Wagner Moura, que faz temporada no Studio SP. Mozart Mesquita não poderá ir este ano por uma boa razão pessoal: ficará em casa cuidando do filho recém-nascido, Cauã, de 3 semanas. O debate foi coordenado pelo repórter Jotabê Medeiros. Os debatedores, de forma geral, demonstram preocupação com a falta de tato dos gestores públicos para com as questões culturais, embora tenham diagnósticos diferentes do assunto.

"Não dá para pensar política cultural desvinculada das demais, ela faz parte do conjunto das questões públicas. Porque senão você arruma uma coisinha aqui e desarruma ali", diz Magnani.

Mariana se apresenta no domingo na Virada com a Companhia de São Jorge. Ela conta que passou por situações embaraçosas durante o show de Maria Rita, no ano passado, assistindo ao assédio sexual de um mendigo a uma adolescente bêbada largada na calçada, nas imediações da Rua Santo Amaro. Pede mais policiamento e atenção das autoridades este ano. "Todo mundo tem direito de se divertir do jeito que quiser", pensa Youssef. Ele acha que a cidade atualmente vive a "ocupação na marra" de espaços públicos, e a administração precisa melhorar sua relação com os agentes culturais que revitalizam bairros.

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