Marcos de Paula/ Estadão
Marcos de Paula/ Estadão

De Maria Gadú para Paulinho Moska: 'Compositor à moda antiga'

De Maria Gadú para Moska

17 Setembro 2013 | 15h05

Como é ver nascer uma semente de arte no coração do seu filho?

Um filho já é uma semente de arte. Se arte é vida, um filho talvez seja a maior obra que alguém pode fazer: constituir um ser humano que tenha arte nascendo no peito.

Quais são seus ídolos da vida?

Tive um grande mestre chamado Claudio Ulpiano (filósofo), que me fez muito a cabeça junto com Caetano Veloso. Caetano foi (e ainda é) um príncipe para mim. Seu comportamento camaleônico e suas canções me ensinam muito sobre a delicia de ser o que é. Ficar “odara” foi a melhor tradução para liberdade que encontrei numa letra de música quando era jovem. Gil foi a influência mais forte no violão. E Chico Buarque o gênio das letras. Meu sogro Carlos Bracher (pintor) é uma obra de arte viva. Mas quem eu babo mesmo são meus filhos e minha mulher. Me ensinam o tempo todo.

No programa Zoombido, você celebra os diversos processos de criação/composição de artistas. Qual é o seu? Quais foram as mudanças ao longo desses 20 anos?

Acho que, quando eu pego no violão, é porque sinto que venho acumulando imagens, sensações e intensidades que necessitam jorrar. Entre uma canção e outra, o estado é sempre de composição, atento às inspirações, aos diálogos, às ideias que pulam na nossa frente. Anoto muito, gravo um pouco, vou mudando uma coisa aqui outra acolá até que a canção se dá. Gosto de rimas, número de sílabas e refrão. Sou um compositor à moda antiga. Sempre fui.

 

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