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De Maria Bethânia para Paulinho Moska: 'Palco alimenta minha alma'

De Bethânia para Moska

17 Setembro 2013 | 14h41

Você fez uma das músicas que mais gosto de cantar, em parceria com Chico César: Saudade. Como foi feita essa canção? No Rio? Na Paraíba? Você gosta de compartilhar a criação?

Um dia, Chico chegou muito emocionado lá em casa, no Rio. Logo na entrada, foi dizendo que o caminho percorrido pelo táxi tinha passado pela Lagoa Rodrigo de Freitas e que a lua cheia estava refletida na água de um jeito muito bonito e cristalino. Suspirou fundo e disse: “Me deu uma saudade!”. Perguntei: “Saudade de quem? De quê, Chico?”

E ele respondeu: “De ninguém… De nada… Foi só a saudade pura mesmo. Sentamos no sofá com violão, papel e caneta. Desde o início, sabíamos que essa canção era para você, Bethânia. Pelo tema, pela mágica e pela melodia tão brasileira que só de pensar em você nos apareceu. Eu amo quando uma parceria acontece assim, quando compartilhar é só uma extensão do acontecimento.

Qual música sua melhor lhe traduz?

Gosto de pensar que é Cheio de Vazio (“O vazio é um meio de transporte pra que tem coração cheio / Cheio de vazios que transbordam seus sentidos pelo meio / Meio que circunda o infinito tão bonito de tão feio / Feio que ensina e que termina começando outro passeio”). Eu sou isso aí.

Seu momento de maior alegria ate aqui, foi a música que proporcionou?

Por mais amor que eu tenha à música, o nascimento dos meus filhos superou tudo. Tive e tenho muitas alegrias com a música. O Zoombido é uma alegria imensa, uma oportunidade rara de tocar e cantar com a diversidade de compositores da música popular brasileira. O palco também é uma felicidade que me alimenta a alma.

 

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