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De garoto pobre na vida real ao violento da tela

Mais recente trabalho de Takeshi Kitano, 'Outrage: Beyond', está na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2012 | 19h22

Redigido entre 2005 e 2009 a partir de entrevistas feitas pelo jornalista francês Michel Temman, Kitano por Kitano é um ótimo retrato do diretor que, conhecido por seus filmes violentos sobre a máfia japonesa - inclusive o último, Outrage: Beyond, que passa na Mostra -, assinou o lírico Dolls (2002), radical mudança de registro em uma carreira em que se destacam Hana-bi (Fogos de Artifício, 1997) e Zatoichi (2003).

Kitano conta sua infância pobre em Adachi, norte de Tóquio, a difícil relação com o pai alcoólatra, seu anticonformismo juvenil e as dificuldades dos primeiros tempos (ele foi faxineiro de avião e ascensorista) até virar ator, aos 25 anos, num teatro de variedades. Kitano foi também comediante de TV, antes de fazer o papel de um sargento sádico em Furyo, de Nagisa Oshima, e ser consagrado no Festival de Veneza de 1999 com Hana-bi. Foi com Furyo, segundo ele, que os japoneses se deram conta de que ele poderia ser mau.

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