Marcos de Paula/ Estadão
Marcos de Paula/ Estadão

De Elba Ramalho para Paulinho Moska: 'Eu me encontro é no palco'

De Elba Ramalho para Moska

17 Setembro 2013 | 14h54

Paulinho, o que você faria se só lhe restasse um dia?

Os dias não voltam. Todo dia é o último em si mesmo. Procuro aproveitar o tempo sempre tendo em mente que ele é efêmero e que as coisas não devem ser deixadas para amanhã. Só consigo pensar em amor. Não tenho medo da morte.

Nossas conversas rendem saborosos frutos. Eu, pelo Criador. Você pela Criação. Como vive a fé, a espiritualidade? Quando sua alma silencia a quem você ouve?

Amo nossos papos, Elbinha. Sua relação com a espiritualidade é admirável. Sinto que lhe dá conforto, esperança e alegria. Sou um ateu com muita fé. Acredito no bem, na irmandade, no tempo. E acho que toda forma de celebrar o lado misterioso da vida é, antes de mais nada, poesia. Você chama de deus, eu chamo de vida. Virgem Maria para mim é natureza. E o Espírito Santo é o amor. Então, no fundo, estamos falando a mesma coisa. É só o jeito de se relacionar que é diferente. E nessa diferença, aprendemos um com o outro. Quando minha alma silencia eu não ouço ninguém. Aproveito a paz plena do nada.

Qual o seu melhor momento artístico?

Em cima do palco. Ali, tudo se encontra: letra, música, performance, músicos, cenário, figurino. O show é meu cinema transcendental: quando capturo um pedacinho do tempo e sinto o sabor de sua eternidade.

Como vê o mundo?

Pelo lado urgente, competitivo e violento. Por outro, a conquista das tecnologias apontam o desenvolvimento de um novo homem. Multidisciplinar, plural e polisubjetivo. Nessa corda bamba, dança a vida. Tudo Novo de Novo.

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