Danilo Miranda é 'nome dos sonhos' em São Paulo

Geraldo Alckmin se especializa em não deixar vazar nada. Nem os mais próximos colaboradores sabem qual é o nome que ele vai sacar do bolso do colete para ocupar a pasta da Secretaria de Estado da Cultura, o segundo maior orçamento do País.

, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2010 | 00h00

O "sonho", por assim dizer, das administrações paulistas é o de Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo, um dos mais ativos e elogiados artífices de uma política pública de cultura na área privada. Mas Miranda não dá mostras de que pretenda se aventurar no setor público - que tem verbas escassas e problemas administrativos robustos.

Esta semana, voltou também a circular forte o nome de Marcos Mendonça, ex-secretário de Covas e Alckmin e homem de presença no governo até seu afastamento da Fundação Padre Anchieta. Sob a gestão de Mendonça, foram erigidos alguns dos símbolos do sucesso da administração Mário Covas, como a Sala São Paulo e a reforma da Pinacoteca de São Paulo.

Outros dois nomes muito cotados são os de Hubert Alquéres, da Imprensa Oficial do Estado, e do vereador Floriano Pesaro, ligado ao grupo serrista. O atual secretário, Andrea Matarazzo, homem forte das administrações Serra, manifestou seu desejo de continuar à frente da pasta. Como Juca Ferreira, pode ser reconfirmado. Matarazzo tem como meta concluir obras vultosas das gestões tucanas em São Paulo, especialmente o monumental Teatro da Dança, na Luz, cujo valor chega perto de R$ 1 bilhão, e entregar as reformas do MAC do Ibirapuera e do Museu do Povo.

Há uma "dança das cadeiras" de secretariado em curso ou na bolsa de boatos pelo Brasil. No Rio de Janeiro, foi confirmado que Emílio Kalil deve assumir a vaga de Jandira Feghali. Kalil esteve presente na criação do Grupo Corpo e foi diretor dos teatros Municipal de São Paulo e Municipal do Rio. Jandira também é cotada para o MinC, mas o PC do B, seu partido, já integra o Ministério em cargos-chave.

Em São Paulo, grupos de teatro, insatisfeitos com o tratamento a programas consagrados, como a Lei de Fomento, pedem a saída de Carlos Augusto Calil da pasta - consta que o prefeito Gilberto Kassab manifestou a interlocutores sua intenção de trocar de secretário.

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