Daniela Cicarelli está apenas começando

Daniela Cicarelli conversou com a reportagem após horas pedalando na USP, em São Paulo. Chegou ao flat, onde mora com um cão maltês, no Itaim, descabelada, com roupa de ginástica e, ainda assim, linda. Assegura, no entanto, que suas maiores qualidades são: ser esforçada e bem-humorada 24 horas por dia. Nada, corre e pedala, mas tem preguiça de aula de academia ? ?as que tentei fazer... o pessoal virava para um lado, e eu, para o outro?. Daniela não imaginava chegar à TV tão rápido. Há dois anos, deixou a casa dos pais em Belo Horizonte. Diz que é o começo. Em 2003 vai se dedicar, ?fazer o que for preciso? ? fonoaudiologia, cursos para atores, etc. ? para permanecer na telinha. Agência Estado ? Como será sua participação no ?Verão MTV?? Daniela ? A MTV ainda está formatando os programas do verão. Não sei o que farei. Agência Estado ? Mas o ideal não seria saber o que vai fazer? Daniela ? Como me identifico muito com a MTV, não me preocupei. Se fosse um canal com quadro de culinária, fofoca, etc., eu me preocuparia. Amo música e esporte e me identifico com a linguagem da emissora, que é como eu falo com o meu pai, com os meus amigos... Se for para entrevistar a galera, vou achar legal, se for para apresentar clipes, vou achar legal... Sou topa-tudo mesmo. Agência Estado ? O que preferiria? Daniela ? Algo relacionado ao esporte ou à música. Quando pratico esporte, estou com diskman. Em viagens, perco horas naquelas megastores de CD. Devo ter uns 300. Gosto de rip-rop, mas escuto todos os ritmos, menos som pesado, como Metallica, ou aqueles que me deixam para baixo, de fossa. Agência Estado ? O que já fez na TV? Daniela ? Uma participação especial na novela Filhas da Mãe (Globo). Era a Larissa, namorada do Reynaldo Gianecchini, nora do Raul Cortez e que tinha um caso com o Tony Ramos. Fui convidada para fazer quatro capítulos que se transformaram em 40. Agora, aparece esse convite da MTV. Acho que é um começo. Experiência não tenho, mas posso garantir que vou me esforçar. Também fui convidada pelo Renato Aragão para participar da Turma do Didi, como o Jacaré e o Bambam (já havia gravado vários episódios). Mas, para mim, era complicado ficar indo toda hora para o Rio. Além disso, procurei alguma coisa que tinha mais a ver comigo. E olha que o Didi é um ídolo da infância, assim como a Xuxa. Quando eu o conheci, liguei para o meu pai para contar... E a Xuxa, que linda, não? Lembro que eu tinha tudo dela: roupa, boneca, sopa ? sabe aquela cheia de letrinhas? Assistia ao Programa da Xuxa todos os dias. Quando ia embora, naquela nave cor-de-rosa, eu chorava porque achava que ela não voltaria. Perguntava para a minha mãe se ia voltar. E também tocava aquela musiquinha tão legal: ?bom estar com você, brincar com você, deixar correr solto o que a gente quiser.? Agência Estado ? Negociou para trabalhar com ela? Daniela ? Eu ia ter um quadro no Planeta Xuxa sobre encontros. Alguém que queria se declarar para alguém e mandava uma carta para a gente. Daí, eu iria ao encontro da tal amada para contar que tinha uma pessoa apaixonada por ela. Não rolou porque o programa não existe mais. Mas vou fazer algo semelhante no rádio. Agência Estado ? Sempre quis trabalhar em TV? Daniela ? Quando vim para São Paulo não imaginava nada. Em Filhas da Mãe, queria ver como era, ficar perto de gente importante. Agora passou a ser um objetivo. Vou querer investir. Agência Estado ? Você gosta de TV? Daniela ? Chego em casa e vejo TV. Antes de dormir vejo TV, é hábito. Gosto de zapear e parar no que me chama a atenção, telejornais e programas de esporte. Agência Estado ? Existe muito preconceito em relação a modelos que vão para a TV? Daniela ? A Ana Paula Arósio é linda e uma ótima atriz. Não tem nada a ver essa história de quem é linda não pode se dar bem na TV. Ser bonita ajuda por causa da imagem. Mas gente bonita tem bilhões. Quando olho em volta lá na minha agência vejo várias meninas deslumbrantes. Mas tem de ter carisma, ser agradável, ter bom humor, é um conjunto. Às vezes, dou até razão para esse tipo de comentário. Vejo que as modelos de hoje têm um ar muito blasé. Quando vão a programas de TV são monossilábicas, não desenvolvem o papo, ou seja, não acrescentam. Assim fica difícil também. Quando fiz a novela fiquei com medo de ouvir: ?ai que anta!? ou ?o que ela está fazendo lá?? Deixei claro que estava aprendendo. Antes de gravar a primeira cena, com o Tony Ramos, já pedi desculpas caso errasse alguma coisa.

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