Dândis são tema de mostra em museu de Christian Dior

A exposição, na França, percorrerá as diversas interpretações do dandismo na moda

Ansa

30 de abril de 2008 | 16h21

O museu Christian Dior em Granville, cidade natal do estilista, no norte da França, abrirá na quinta-feira, 1, a exposição Dandismo 1808-2008, de Barbery d'Aurevilly a Christian Dior, que percorrerá as diversas interpretações do dandismo na moda. Caracterizado por trajes aristocráticos, de extrema elegância e alguma excentricidade, o dandismo teve no escritor francês Jules Barbey d'Aurevilly (1808-1889) um de seus primeiros divulgadores. Em 1845, o escritor publicou Du Dandysme et de Georges Brummel, obra de referência considerada o manifesto dândi. Cartas manuscritas, textos originais e quadros como o retrato de d'Aurevilly pintado por Emile Levy, além de acessórios e objetos vindos de coleções privadas e de museus tentam recriar a atmosfera dândi do passado e do presente nos espaços do museu de Dior.  "De Jean Cocteau a David Bowie, de Charles Baudelaire a Cecil Beaton, passando por Christian Dior e suas roupas de festa entre 1957 e 1967, o principal objetivo dos dândis é vestir-se para impressionar. Cada detalhe, cada acessório, cada pensamento poético é adaptado ao contexto", explicou o diretor de criação da grife Dior, John Galliano, acrescentado estar "honrado por participar da realização da exposição." "O dândi segue a moda e também a infringe, para deixar sua marca procura diferenciar-se. Os dândis são sonhadores que ousam em seus sonhos", continuou Galliano, que muitas vezes usou como inspiração para suas criações dândis como o escritor Oscar Wilde, "que queria fazer da própria vida uma obra de arte." Wilde assumiu um espírito dândi decadente, uma reação à modernidade e à vulgaridade que seria adotada pelos dândis da Belle Époque. No ínicio do século XX, surgiram os chamados "dândis inovadores", que valorizavam os esportes de elite, como pólo e golfe. Foi na Grã-Bretanha, pátria do dandismo, que nos anos 1960 surgiram os "novos dândis", representados pelo cantor David Bowie. "Admiro os novos dândis que são a meu ver o pintor Jacques Monroy e o popstar Justin Timberlake, que perpetuam a equação perfeita entre ser e aparecer, e que encarnam a modernidade", disse Kris Van Assche, diretor criativo da marca Dior Homme.

Tudo o que sabemos sobre:
Dior

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.