Danças atraem novos adeptos

Boom do entretenimento pop sul-coreano já chegou ao Brasil

O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2013 | 02h15

O boom do entretenimento pop sul-coreano já chegou ao Brasil, onde jovens não só criam sites para trocar informações sobre as bandas de k-pop, como montam os próprios grupos de dança. O interesse, muitas vezes, começa a partir da imersão na cultura de outro país asiático, o Japão. Foi o caso do estudante Felipe Leandro, de 22 anos, fanático por animes e mangás desde criança. Pesquisando o para para, dança popular no Japão, ele encontrou videoclipes de k-pop.

"Juntei mais três amigos e começamos a ensaiar sem compromisso", conta. Um ano depois, seu grupo, o K-NRG, já possui 16 membros. Além deles, cerca de outros 20 grupos de dança ensaiam no Centro Cultural São Paulo durante os finais de semana. Uma página no Facebook, Vergueiro Kpop, foi criada para facilitar a comunicação entre os envolvidos.

Os grupos levam seus rádios e smartphones para treinar as coreografias, baseadas nos videoclipes dos artistas de k-pop divulgados no YouTube. Além do CCSP, outros locais como a Estação Conceição e o Parque do Ibirapuera são pontos de encontro e ensaios dos fãs do gênero.

Entre os personagens desse movimento está Yasmin Lima, de 15 anos, que, com mais cinco amigas, forma o Stand Out, criado em 2011. Ela é fã do pop coreano desde 2009, quando achou um vídeo do Super Junior no YouTube. "Gosto deles por conta das danças, e as roupas também são muito legais", diz ela. Nenhuma das integrantes do Stand Out, no entanto, tem ascendência coreana.

Além da dança, outros aspectos da cultura atraem os fãs. A estudante Rita Azevedo, de 20 anos, foi aprender o idioma após o contato com o k-pop. "Fiquei interessada e quis saber a língua", explica ainda.

Uma pesquisa realizada em 2012 com 340 fãs do gênero por Talita Cordeiro, da USP Leste, mostra que 44% deles têm de 16 a 18 anos. Além disso, 78% conheceram o estilo pela internet. Foi entre 2009 e 2011 que o k-pop ganhou mais adeptos no Brasil.

Um dos principais meios de divulgação por aqui é o portal K-Pop Station, fundado há dois anos por admiradores do gênero. Além de divulgar notícias e músicas dos artistas de K-Pop, também participa da organização de festivais de cultura coreana, como o Coreia Para Todos, no Bom Retiro, e facilitou o encontro de fãs com o grupo MBLAQ, que tocou no País no ano passado. O que seria apenas uma pequena aparição acabou levando cerca de 6 mil pessoas para a frente do Club Homs, na Avenida Paulista, e causou tumulto.

O portal conta com colaboradores na Argentina, Equador e Bolívia. Entre os 30 membros no Brasil, a grande maioria não é coreana e tem aulas do idioma. No time dos patrocinadores estão marcas de sorvete e de eletrônicos, ambas da Coreia do Sul.

"A aceitação da colônia no início não era muita, mas agora estão acostumados", informa Patrícia Kazys, de 21 anos, que faz parte do portal. Quanto à popularidade das bandas, não duvida de nada: "O Super Junior encheria um estádio". / T.T COM COLABORAÇÃO DE JULIANA TAMDJIAN

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