Dan Brown diz que acusações de plágio são imaginárias

Nesta segunda-feira, Dan Brown foi a um tribunal de Londres para responder ao processo aberto pelos historiadores Richard Leigh e Michael Baigent contra a editora do livro, a Random House. Eles alegam que Brown copiou, em seu best-seller O Código Da Vinci, idéias de seu livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. "Fiquei chocado com a reação deles. Mais do que isso, realmente não entendi", disse Dan Brown. Os dois livros exploram a teoria de que Jesus Cristo não morreu na cruz, tendo sobrevivido e tido filhos com Maria Madalena, cujos descendentes sobrevivem.Brown disse que Baigent e Leigh são apenas dois de um grupo de escritores que escreveram sobre essa teoria. O escritor afirma ter ido além de suas obrigações ao mencionar o nome dos dois por serem aqueles que tornaram a teoria mais conhecida. "Gostaria de reafirmar que fiquei espantado com a opção dos requerentes de abrir um processo de plágio", disse Dan. Em depoimento, Brown disse que sua mulher, Blythe, fez a maior parte da pesquisa e que ela "é profundamente apaixonada pelo feminino sagrado".Semelhanças específicas Em depoimento anterior, Michael Baigent disse ao tribunal que Dan Brown roubou "toda a arquitetura" da pesquisa que fez parte do livro deles. Acrescentou que há semelhanças "bastante específicas" entre os livros, mas admitiu que há muitas diferenças. A Random House disse que Dan Brown usou diferentes fontes para sua pesquisa e escreveu uma sinopse para O Código Da Vinci antes mesmo de olhar para O Santo Graal e a Linhagem Sagrada.O terceiro autor de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Henry Lincoln, não está participando do processo devido a problemas de saúde.

Agencia Estado,

13 de março de 2006 | 11h24

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